Corinthians tem contrato de patrocínio com Fatal Fans suspenso por decisão judicial em SP

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/10/2026 04:40
Corinthians tem contrato de patrocínio com Fatal Fans suspenso por decisão judicial em SP

Foto: via UOL

O Corinthians viu seu contrato de patrocínio com a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto operada pela Fatal Model, ser suspenso por decisão liminar da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ‑SP).

O clube informou ao Estadão que ainda não recebeu notificação formal da decisão e, por isso, não se manifestará até que o processo seja concluído.

A medida judicial determinou que o Corinthians implemente mecanismos de verificação de idade para impedir o acesso de crianças e adolescentes ao site da patrocinadora, sob o argumento de "perigo do dano" ao bem‑estar emocional, à dignidade e ao desenvolvimento saudável dos menores, considerando que a marca era exibida em diversos meios de comunicação do clube e alcançava expressivamente o público infantojuvenil.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e tramita em segredo de justiça.

O contrato foi firmado em junho, com vigência até 2027, e geraria ao clube R$ 22 milhões. A marca aparece nos calções das equipes masculinas, mas não nas femininas; no futebol feminino, a Fatal Fans patrocinava a campanha "Respeita as Mina".

Uma cláusula de renovação automática por mais 12 meses poderia elevar o valor total do patrocínio para R$ 31 milhões, além de destinar recursos para modalidades como futebol feminino e basquete, em meio à crise financeira do clube, que registra dívida de R$ 2,8 bilhões.

Após a aprovação da MP que regula as apostas esportivas, a Fatal Model chegou a propor ocupar o espaço máster do uniforme corintiano por R$ 120 milhões anuais, proposta que ainda depende de deliberação do Congresso Nacional, onde a medida provisória pode ser aprovada ou rejeitada.

A diretoria corintiana ressaltou que não deseja prejudicar a relação com a Esportes da Sorte e que ainda não definiu a estratégia a ser adotada frente ao veto às apostas. O congelamento do contrato permanecerá até que o Congresso decida, prazo máximo de 120 dias para deliberação.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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