Corinthians deixa de pagar parcelas de acordo com a PGFN e acumula dívida de R$27,3 milhões

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 01/10/2026 17:00
Corinthians deixa de pagar parcelas de acordo com a PGFN e acumula dívida de R$27,3 milhões

Foto: via ge

O Corinthians não efetuou o pagamento da parcela referente a setembro nem das três prestações vencidas do acordo de transação tributária firmado com a Procuradoria‑Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que havia reduzido a dívida original de R$1,2 bilhão para R$679 milhões.

Com quatro meses de inadimplência, os valores em aberto somam R$8.007.929,92 referentes a débitos previdenciários e R$19.318.464,72 a títulos não previdenciários, totalizando R$27.326.394,64 de dívida pendente junto à PGFN. As parcelas são acrescidas de correção pela taxa Selic.

O contrato, assinado em fevereiro deste ano, foi inicialmente honrado pela gestão de Osmar Stabile, que quitou as quatro primeiras parcelas. A partir de junho, porém, o clube deixou de pagar as prestações subsequentes.

Segundo o acordo, a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas constitui hipótese de rescisão. A PGFN notificou o clube sobre a inadimplência em agosto, mas ainda não se manifestou quanto à eventual revogação do acordo, que permanece em vigor.

Em nota ao portal GE, a PGFN afirmou que não comentará sobre cenários futuros, ressaltando que a transação com o Sport Club Corinthians Paulista se encontra, até o momento, em situação regular.

As normas que regulam atraso, notificação e perda do acordo estão previstas no Capítulo VI – Da Rescisão da Transação e da Impugnação à Rescisão – da Portaria PGFN/ME nº 6.757, de 29 de julho de 2022. O art. 72 garante ao contribuinte prazo de 30 dias, após a notificação, para regularizar o pagamento ou apresentar impugnação administrativa contra a rescisão.

O Corinthians declarou que mantém boa relação com a PGFN e que buscará resolver a situação da forma mais rápida possível.

Caso o acordo seja rescindido, o contrato estabelece que o valor original da dívida será restabelecido sem qualquer desconto, descontando apenas os pagamentos já efetuados. Assim, as cobranças judiciais e extrajudiciais seriam retomadas e o clube ficaria impedido, por dois anos, de celebrar novos acordos de transação, ainda que referentes a outras dívidas.

O acordo com a PGFN gerou controvérsia na aprovação das contas de 2025, pois, embora o contrato tenha sido assinado em 2026, a gestão incluiu os efeitos da transação no exercício anterior. A renegociação resultou em redução de R$217,428 milhões na dívida bruta total do clube.

Com endividamento próximo a R$2,8 bilhões, o Corinthians registrou déficit de R$278,705 milhões nos primeiros sete meses de 2026. O clube tem atrasado pagamentos cotidianos; para o elenco masculino de futebol, a diretoria deve dois meses de direitos de imagem, férias e premiações da Copa Libertadores da CONMEBOL e do Campeonato Brasileiro. Neste mês, o salário dos jogadores sob regime CLT chegou a ser postergado por uma semana.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.