Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas bancárias

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 04/11/2026 14:44
Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas bancárias

Foto: Umit Bektas/Reuters

A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e relógios, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas bancárias. O plano, alinhado com os principais credores da companhia, prevê novos prazos e condições de pagamento, além de um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação do negócio. A rede possui cerca de 900 franquias no Brasil.

Segundo a empresa, as dívidas com fornecedores, funcionários e demais parceiros não estão incluídas no plano. A negociação envolve apenas os débitos financeiros da companhia com instituições bancárias. Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e coordenam a injeção dos novos recursos.

De acordo com a Chilli Beans, o aporte será realizado pelos próprios credores e tem como objetivo fortalecer o processo de reestruturação iniciado nos últimos meses. Em comunicado, o fundador e CEO da empresa, Caito Maia, afirmou que o varejo brasileiro atravessa um período desafiador. "Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", disse.

Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores para tentar reorganizar as dívidas e estabelecer novas condições de pagamento. Depois de chegar a um acordo, a companhia apresenta o plano à Justiça para homologação. O mecanismo permite que empresas renegociem seus compromissos financeiros sem passar pelo processo de recuperação judicial. O plano pode abranger grupos específicos de credores, conforme as condições previstas na legislação.

No caso da Chilli Beans, a renegociação busca adequar a estrutura de capital da empresa à situação atual do negócio. Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, afirmou que "a renegociação com credores permitirá à companhia readequar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio, criando condições para que possa concentrar seus esforços na operação, fortalecer sua relação com franqueados e fornecedores e retomar uma trajetória de crescimento sustentável".

O caso se insere em um cenário em que o Brasil registra recorde de empresas em recuperação judicial. Em novembro, o portal já havia acompanhado o pedido da rede, que agora avança para a etapa de negociação formal com os credores.

Com informacoes de G1 Economia.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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