Bradesco BBI reduz preço‑alvo da Cemig (CMIG4) para R$13 e mantém recomendação neutra
O Bradesco BBI diminuiu o preço‑alvo da Cemig (CMIG4) de R$15 para R$13, mantendo a recomendação de compra na categoria neutra. Mesmo com a nova meta, os analistas calculam ainda um potencial de valorização de cerca de 20% sobre o preço atual.
A revisão incorpora os resultados recentes da companhia, o balanço da unidade de geração de energia e as novas diretrizes regulatórias que afetam tanto a distribuidora quanto a Gasmig. Segundo o analista Francisco Navarrete, do BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, a ação apresenta uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12,3%, o que justifica um desconto em relação a concorrentes privados, sobretudo pelo controle estatal da empresa.
Embora a unidade de geração enfrente dificuldades de curto prazo devido à exposição aos preços do mercado à vista, o Bradesco BBI projeta uma recuperação a partir de 2027. Além disso, a revisão tarifária prevista para 2028 na distribuidora deve impulsionar significativamente o EBITDA, refletindo os investimentos robustos realizados nos últimos anos.
O cenário base considera a renovação das hidrelétricas sob o regime de cotas. Caso seja concedida permissão para renovação mediante pagamento de outorga e venda de energia no mercado livre, há potencial para um aumento adicional no preço das ações, segundo os analistas.
Na avaliação da casa, a relação risco/retorno da Cemig encontra-se equilibrada no momento. Os múltiplos descontados e o dividend yield aproximado de 7% oferecem proteção contra quedas, mas os analistas aguardam maior clareza sobre o panorama estadual e a estratégia de renovação das concessões de geração antes de recomendar uma postura mais agressiva.
Em 11 de setembro, a Cemig aprovou a eleição de Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para a presidência da companhia e de Alexandre Ramos Peixoto para a presidência do conselho de administração. Marco Aurélio Vasconcelos é advogado formado pela PUC Minas, com especializações em Direito de Empresa e Gestão Empresarial, tendo atuado em áreas jurídicas e de gestão pública, incluindo passagem pela Copasa como procurador‑geral jurídico, assessor da presidência e, desde 2022, diretor adjunto jurídico. Alexandre Ramos Peixoto, engenheiro de carreira da Cemig, possui experiência no setor elétrico, com atuação na Aneel, no Ministério de Minas e Energia e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Desde 2023, ele preside o conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e já ocupou cargos de presidente e de diretor de regulação e relações institucionais na própria Cemig.
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Com informacoes de Money Times.

