Auxiliar técnico de Renato, Alexandre Mendes, é preso em Porto Alegre por violar medida protetiva
Alexandre Mendes, auxiliar técnico de Renato Gaúcho no Grêmio, foi detido na tarde desta quinta‑feira ao chegar em Porto Alegre com a delegação do clube, após o empate em 1 a 1 contra o Remo, em Belém, válido pelo Campeonato Brasileiro.
A prisão decorre do descumprimento de medida protetiva solicitada pela ex‑companheira de Mendes; a violação teria ocorrido durante a Expointer, feira agropecuária realizada em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre, entre 29 de agosto e 6 de setembro de 2024, quando o auxiliar esteve no mesmo recinto que a suposta vítima, embora não tenha havido contato direto, segundo informações preliminares.
A medida protetiva está em vigor desde 5 de março de 2026.
Em julho do ano passado, Alexandre Mendes tornou‑se réu por violência psicológica contra a mesma ex‑companheira, com quem conviveu por seis anos. O processo permanece em fase de instrução criminal, sem sentença. A primeira audiência ocorreu em agosto, com a participação de Mendes por videoconferência, e a acusação requereu a inclusão de novas testemunhas.
O portal ge entrou em contato com o advogado de defesa de Mendes; a reportagem será atualizada assim que houver posicionamento.
O Grêmio divulgou nota à imprensa afirmando que acompanha com atenção os desdobramentos do caso envolvendo Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta‑feira (8). O clube acrescentou que monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e se manifestará após reunir todos os elementos relativos ao processo.
Em agosto de 2024, foi aberto um processo contra Alexandre Mendes no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Na ocasião, a mulher declarou que havia encerrado o relacionamento com o auxiliar há cerca de 15 dias.
Em setembro, a 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) concluiu o inquérito policial sem indiciar o acusado, apesar de a vítima ter registrado boletim de ocorrência relatando agressões físicas. A delegada Fernanda Campos Hablich apontou falta de elementos suficientes para o indiciamento, resultando no arquivamento das medidas protetivas vigentes na época.
Contudo, o Ministério Público considerou que havia elementos para uma acusação de violência psicológica, ofereceu denúncia, e a Justiça aceitou a denúncia em setembro de 2025.
O clube reiterou a mesma posição em nota oficial, destacando que continuará acompanhando o caso e emitirá nova comunicação quando todos os elementos forem reunidos.
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Com informacoes de ge.

