Anvisa desmente rumor de petróleo em Oreo e explica uso de hexano na produção

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 17/09/2026 09:26
Anvisa desmente rumor de petróleo em Oreo e explica uso de hexano na produção

Foto: Reprodução/Getty Images

Vídeos que alcançaram milhões de visualizações nas redes sociais alegam que o famoso biscoito Oreo teria petróleo em sua formulação; a Anvisa, porém, classificou a informação como falsa em nota divulgada na terça‑feira, 15.

A agência ressaltou que o conteúdo desses vídeos confunde etapas industriais regulamentadas com a composição declarada do alimento, produzindo uma conclusão que não corresponde à realidade. Segundo a lista de ingredientes oficial, o biscoito recheado contém farinha, açúcar, gordura, óleo, sal, fermentos, emulsificantes e aromas, nenhum dos quais deriva do petróleo.

Um dos argumentos recorrentes nos vídeos envolve o hexano, solvente derivado do petróleo usado na extração e no processamento de óleos e gorduras. A Anvisa esclarece que a presença do hexano em alguma fase da fabricação não implica que o produto final contenha a substância como ingrediente. No Brasil, o hexano é autorizado como coadjuvante de tecnologia, desde que obedecidas as condições e limites estabelecidos pela Instrução Normativa 211/2023, que define funções, limites máximos e requisitos de uso para aditivos e coadjuvantes em alimentos.

Ao contrário de aditivos e ingredientes, os coadjuvantes de tecnologia devem ser removidos ao longo do processo industrial, razão pela qual não aparecem na lista de ingredientes. A legislação permite apenas a presença eventual de resíduos inevitáveis, contanto que permaneçam em níveis seguros para a saúde, conforme avaliação técnico‑científica da Anvisa que considera finalidade, quantidade, condições de uso e segurança dos resíduos.

A agência também destaca que biscoitos e alimentos similares não exigem registro prévio individual. A categoria segue um procedimento simplificado, no qual a empresa comunica o início da produção ou importação ao órgão de vigilância sanitária estadual, distrital ou municipal. Esse modelo permite ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) monitorar as atividades das empresas, sem que cada lote seja analisado individualmente antes de chegar ao consumidor.

Portanto, afirmar que o Oreo contém petróleo apenas porque o hexano pode ser utilizado em alguma etapa da cadeia produtiva é incorreto. Não é a primeira vez que a Anvisa precisa desmentir boatos sobre produtos de consumo; recentemente, a agência também proibiu a caneta emagrecedora T36, o suplemento SOLL*Q-75 e outras substâncias sem registro, reforçando seu papel na proteção da saúde pública.

Com informacoes de VEJA.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

Vivi é a antena do MOTNAF.NEWS para tudo que viraliza. O trend do TikTok, a treta do X, o meme do dia, o novo recurso do Instagram, creators, cultura pop e o que o Brasil inteiro está comentando antes de você perder. Se está bombando na internet, a Vivi já sabe e já te contou.