Substância experimental ALN-6457 chega dos EUA e é liberada rapidamente para Lito Sousa em operação conjunta da Receita e Anvisa

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/09/2026 08:40
Substância experimental ALN-6457 chega dos EUA e é liberada rapidamente para Lito Sousa em operação conjunta da Receita e Anvisa

Foto: via G1

Uma ação coordenada entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu a liberação célere de um composto experimental destinado ao tratamento de Lito Sousa, influenciador diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob aos 59 anos.

O produto, identificado como ALN-6457, encontra‑se em fase pré‑clínica e ainda não possui registro comercial nem representante legal no Brasil; é fabricado pela empresa norte‑americana Regeneron Pharmaceuticals.

A carga chegou ao Brasil na madrugada de sábado, 12 de setembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo‑Guarulhos, proveniente de um voo originado em Nova York, Estados Unidos, e teve o despacho aduaneiro concluído em poucos minutos.

Segundo nota da Receita Federal, a rapidez resultou do planejamento prévio entre as equipes, que anteciparam os procedimentos necessários para garantir que a substância seguisse seu trajeto sem atrasos.

Imediatamente após o desembarque, o contêiner foi transferido da aeronave para um helicóptero que o conduziu diretamente ao Einstein Hospital Israelita, eliminando etapas logísticas intermediárias e reduzindo o intervalo entre a chegada ao país e o encaminhamento ao atendimento médico.

A Anvisa autorizou, em 4 de setembro, a importação excepcional do ALN-6457 para o caso de Lito, sob o mecanismo de uso compassivo, que permite a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas o acesso a substâncias ainda experimentais.

O influenciador recebeu alta hospitalar na terça‑feira, 1º de setembro, e permanece sob cuidados domiciliares; a doença de Creutzfeldt-Jakob não dispõe de tratamento que reverta sua evolução e provoca deterioração cerebral. O Brasil registrou 547 casos confirmados entre 2005 e 2021.

O uso compassivo não cria uma regra específica para Lito; a autorização foi concedida dentro do rito excepcional previsto na legislação sanitária.

Mila Seidl, esposa de Lito, relatou que ela, os médicos e a família reuniram exames, documentos científicos e informações fornecidas pela farmacêutica para fundamentar o pedido. Ela afirmou que apresentaram documentação robusta e que, inicialmente, buscaram incluir Lito em um estudo experimental, mas foram recusados por falta de vagas, o que os levou a optar pelo uso compassivo.

Em resposta a rumores nas redes sociais, Mila esclareceu que nenhum ministro, empresário rico ou autoridade interferiu na obtenção da medicação; o contato com a farmacêutica foi feito diretamente pela família, com apoio dos médicos.

Após estabelecer comunicação com outra empresa farmacêutica, a família participou de reunião na qual o caso foi apresentado; a empresa concordou em liberar o acesso ao ALN-6457 por meio do uso compassivo. O processo subsequente incluiu autorizações nos Estados Unidos e no Brasil, envolvendo a farmacêutica, o Einstein Hospital Israelita, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a agência reguladora norte‑americana FDA, sem utilização de recursos públicos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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