Açúcar bruto recobra terreno após mínima de três semanas e meia; cacau volta a subir
Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na bolsa ICE registraram alta nesta segunda‑feira, revertendo a queda que havia levado o preço à menor cotação em três semanas e meia no início do pregão.
O açúcar bruto encerrou o dia em alta de 0,12 centavo, ou 0,7%, a 17,48 centavos por libra‑peso, após ter tocado a mínima de 17,26 centavos.
Não é a primeira vez que o mercado reage a pressões climáticas; como já apontamos em cobertura anterior sobre o El Niño, os contratos futuros de açúcar já haviam registrado alta de 22% em agosto, impulsionados pelos riscos de produção associados ao fenômeno.
O suporte ao preço do açúcar provém de vários fatores: a produção de beterraba na Europa permanece em níveis baixos, as projeções apontam para redução da produção asiática na safra 2026/27 devido à escassez de chuvas, e o Brasil, maior produtor mundial, tem registrado queda na cana‑de‑açúcar por excesso de precipitação. Na Indonésia, a produção deve recuar cerca de 25% neste ano em razão da seca e dos incêndios florestais.
Paralelamente, o açúcar branco sofreu queda de 0,3%, sendo cotado a US$ 507,50 por tonelada métrica.
O cacau negociado na Bolsa de Londres fechou em alta de £27, ou 0,7%, a £3.961 por tonelada, após ter atingido a mínima de quase seis semanas em £4.036. As chegadas ao porto da Costa do Marfim, principal produtor, somaram 16.000 toneladas métricas na semana encerrada em 20 de setembro, totalizando 20.500 toneladas desde o início da safra 2026/27. “A oferta confortável no curto prazo continuou a pesar sobre o mercado. Os estoques monitorados pela bolsa permanecem relativamente abundantes, enquanto a recuperação da demanda tem sido lenta, já que os fabricantes continuam se esforçando para reduzir o uso de cacau”, declarou o ING em nota, acrescentando que o cacau ainda conta com déficit de oferta previsto para 2026/27.
A precipitação ficou abaixo da média na maioria das principais regiões produtoras de cacau na Costa do Marfim na semana passada, e agricultores alertam que a seca pode ameaçar o desenvolvimento da safra principal, que se estende de setembro a fevereiro.
Na Bolsa de Nova York, o contrato de cacau subiu 0,5%, cotado a US$ 5.351 por tonelada.
O café arábica encerrou em baixa de 4,1 centavos, ou 1,5%, a US$ 2,764 por libra‑peso, após ter tocado a mínima de três meses em US$ 2,7425. O declínio decorre do aumento dos estoques de arábica na ICE, do crescimento das exportações brasileiras – principal produtor – e das condições climáticas favoráveis no Brasil e no Vietnã, que têm impulsionado a floração precoce das plantas e podem antecipar a safra de 2027.
Já o café robusta recuou 1,7%, sendo cotado a US$ 3.337 por tonelada, após o mercado ter registrado, mais cedo, uma mínima de mais de três meses em US$ 3.307.
Com informacoes de Money Times.

