Vojvoda rompe silêncio e explica demissão do Racing após 13 jogos
Em entrevista à Dsports Radio, o treinador argentino Diego Vojvoda quebrou o silêncio após ser demitido do Racing Club, afirmando que "foi uma decisão do clube, eu a aceitei" e que não pretende ser obstáculo ao novo projeto.
Vojvoda explicou que a conversa com o presidente do Racing, Diego Milito – ex‑jogador e atual dirigente – foi "muito simples" e cordial, entre duas pessoas que estavam magoadas. O presidente teria informado que os resultados não estavam sendo alcançados e que seria necessária uma reviravolta, ao que Vojvoda respondeu que aceitou a situação.
Contratado em junho deste ano, Vojvoda comandou o Racing em apenas 13 partidas, registrando quatro vitórias, dois empates e sete derrotas. O último revés, nas quartas‑de‑final da Copa da Argentina, foi contra o Boca Juniors, com derrota de virada por 3 a 2 em casa, no último domingo.
Na partida, o Racing abriu 2 a 0 no início do segundo tempo, mas o atacante Enner Valencia, ex‑Internacional, entrou em campo e marcou três gols em pouco mais de 20 minutos, revertendo o placar para 3 a 2 a favor do Boca.
Vojvoda descreveu a situação como "muito duro", lembrando que o time estava ganhando de 2 a 0 "faltando segundos para a partida terminar" e que o plano de jogo foi seguido até os 20‑25 minutos do segundo tempo, quando os gols do Boca começaram a surgir. Ele ainda recordou os três cabeceios sofridos na área e assumiu a responsabilidade, juntamente com os jogadores.
O técnico afirmou que não teria problema em aparecer em público após a derrota, dizendo: "Eu disse aos dirigentes que não tinha problema em vir a público e dar a cara. Não ia me esconder por causa de um resultado. Eu estava magoado, os dirigentes também, e os jogadores… imagina aquele vestiário. Continuo magoado, baqueado".
Vojvoda também comentou sua trajetória anterior, destacando a passagem sólida e bem‑sucedida pelo Fortaleza, o período sem êxito no Santos e, agora, a experiência no Racing. Ele reconheceu que sabia qual elenco teria ao chegar à Argentina e que assumir um momento de transição era parte do desafio.
Segundo Vojvoda, no dia a dia surgem situações como jogadores que desejam sair ou que não querem estar mais em um clube grande. Ele ressaltou que "a justiça está nos resultados, quando talvez devesse estar mais nos processos" e que "qualquer processo sem resultados é difícil de sustentar".
O técnico concluiu que esteve em uma instituição que o tratou bem, com torcedores que em alguns momentos manifestaram descontentamento e, em outros, lhe deram apoio.
Com informacoes de O GLOBO.

