UBS BB reduz preço-alvo do Itaú (ITUB4) diante de cenário macro desfavorável
Os analistas do UBS BB anunciaram a revisão para baixo do preço‑alvo das ações do Itaú (ITUB4), apontando que o cenário macroeconômico projetado para 2027 apresenta riscos que limitam a possibilidade de reavaliação significativa do banco.
Apesar da decisão, o último trimestre mostrou desempenho robusto e praticamente alinhado às expectativas do mercado, com a qualidade dos ativos voltando a ser o principal ponto positivo – um aspecto já destacado nas análises dos resultados do terceiro trimestre de 2026, quando enfatizamos a resiliência do banco.
O índice de inadimplência acima de 90 dias avançou apenas 10 pontos‑base, situando‑se em 2% no período, enquanto os indicadores de entrada em inadimplência e de créditos em estágio 3 apresentaram melhora. A formação de inadimplência permaneceu praticamente estável, reforçando a percepção de que o Itaú mantém uma dinâmica de crédito superior à observada no restante do sistema financeiro, tanto no segmento de pessoas físicas quanto no corporativo.
A receita líquida de juros (NII) registrou crescimento de 3% em comparação trimestral, impulsionada pela expansão das margens junto aos clientes e ao mercado. Por outro lado, as despesas operacionais tiveram leve aumento, pressionando o índice de eficiência do banco.
Mesmo com esses números considerados robustos, o UBS BB entende que há pouco espaço para uma reprecificação relevante das ações. Por esse motivo, reduziu o preço‑alvo e manteve uma postura cautelosa, citando a deterioração das perspectivas macroeconômicas para 2027 como fator determinante.
Nos preços atuais, o Itaú está sendo negociado em torno de 2 vezes o valor patrimonial estimado para 2027 e cerca de 7,5 vezes o lucro projetado para o mesmo período, múltiplos que, segundo os analistas, já incorporam boa parte da qualidade operacional do banco.
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Com informacoes de Money Times.

