Itaú registra lucro líquido recorde de R$12,617 bilhões, alta de 1,7% no trimestre e 6,2% em 12 meses

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/11/2026 13:31
Itaú registra lucro líquido recorde de R$12,617 bilhões, alta de 1,7% no trimestre e 6,2% em 12 meses

Foto: via Valor Econômico

O Itaú Unibanco divulgou lucro recorrente de R$12,617 bilhões no período de julho a setembro, representando alta de 1,7% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 6,2% comparado ao mesmo intervalo de 2025. O resultado ficou ligeiramente acima das estimativas de analistas, que previam lucro de R$12,506 bilhões.

Em nota, o CEO Milton Maluhy Filho atribuiu o desempenho à estratégia de longo prazo, à disciplina de gestão, à concessão responsável de crédito e à qualidade da carteira, além de destacar os investimentos contínuos em tecnologia e inteligência artificial.

A carteira expandida atingiu R$1,544 trilhão, registrando aumento de 1,8% no trimestre e de 10,4% em 12 meses. Excluindo a carteira de varejo da Colômbia, vendida em julho, o crescimento seria de 2,2% no trimestre e de 10,9% no ano, superando a projeção interna que previa expansão entre 5,5% e 9,5% para 2026.

O saldo de operações com pessoas físicas no Brasil chegou a R$500,4 bilhões, crescendo 2,7% no trimestre e 9,6% no último ano. A carteira de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) atingiu R$320,4 bilhões, com alta de 4,2% trimestral e 15,1% anual, enquanto a de grandes empresas chegou a R$479,4 bilhões, avançando 1,0% no trimestre e 9,5% no ano.

Segundo o banco, o incremento da carteira de crédito no trimestre deveu‑se principalmente ao aumento de 4,4% no crédito imobiliário, ao crescimento de 3,5% no crédito consignado e à expansão de 4,2% nas linhas destinadas a MPMEs, impulsionadas por programas governamentais.

A margem financeira totalizou R$34,611 bilhões, representando alta de 3,4% no trimestre e de 7,8% em 12 meses. As provisões para devedores duvidosos (PDD) foram de R$10,720 bilhões, com elevação de 2,3% no trimestre e 9,6% no ano.

A taxa de inadimplência geral chegou a 2,0% em setembro, frente a 1,9% em junho e a 1,9% no mesmo mês do ano anterior. No segmento de pessoa física, a inadimplência ficou em 3,7% em setembro, igual ao de junho e ligeiramente acima dos 3,6% de setembro de 2025. Entre as MPMEs, a taxa foi de 2,1% em setembro, comparada a 2,0% em junho e 1,7% no ano passado. Em grandes empresas, a inadimplência manteve-se em 0,02% em setembro, contra 0,1% nos dois períodos anteriores.

O Itaú informou que a venda de carteiras ativas no trimestre evitou um aumento de 0,02 ponto percentual na inadimplência de pessoa física e de 0,05 ponto percentual na das MPMEs.

Outros indicadores de qualidade permaneceram estáveis: a proporção de carteira em estágio 3 (pior qualidade) recuou para 4,0% no terceiro trimestre, abaixo dos 4,1% registrados no segundo trimestre, e a relação custo de crédito sobre carteira manteve‑se em 2,7% ao menos pelos últimos sete trimestres.

Por fim, o banco revisou sua orientação para a alíquota efetiva de impostos em 2026, passando a estimar um intervalo entre 28% e 29%, reduzido em relação à faixa anterior de 29,5% a 32,5%, o que deve refletir em lucro líquido maior.

Com informacoes de Valor Econômico.

Tainá Ribeiro Alves

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