Trump afirma que eleição no Brasil foi fraudada durante comício no Texas
Durante um comício de campanha realizado no estado do Texas, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as eleições no Brasil foram fraudadas, afirmando que "eles fraudam muito bem os democratas dos EUA" e que "os democratas são os maiores fraudadores da história". Trump ainda acrescentou que "o Brasil também está fazendo um bom trabalho nisso" e que, embora não tenha tomado partido, não ficou satisfeito com o resultado brasileiro.
As alegações foram feitas sem a apresentação de qualquer evidência, seguindo o padrão de afirmações sem comprovação que Trump tem adotado em diversas ocasiões recentes.
Segundo a rede de notícias CNN, Trump tem realizado comícios quase diariamente com o objetivo de incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que buscam manter o controle do Congresso.
Em paralelo, o senador Rogério Marinho manifestou surpresa com a saída do senador Flávio Bolsonaro do país, alegando que a medida configuraria perseguição política. O ex‑coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro declarou não saber onde o aliado está localizado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar a situação, afirmou que "cidadão que foge do país o faz porque tem medo de alguma coisa", referindo‑se a Flávio Bolsonaro. Lula também disse que o adversário deveria ter permanecido no Brasil para se defender.
Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes, da Justiça Federal, arquivou as investigações contra Eduardo Bolsonaro e o deputado Malafaia, ao mesmo tempo em que cobrou informações da Polícia Federal sobre o senador Jair Bolsonaro.
O advogado de Flávio Bolsonaro, Wassef, declarou ter sido surpreendido pelas notícias sobre a saída do senador do país.
Segundo aliados que participaram de reunião do núcleo da campanha na segunda‑feira, em nenhum momento foi cogitada, discutida ou recomendada a viagem ao exterior.
A bancada do Partido dos Trabalhadores deve declarar apoio à recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara dos Deputados, enquanto o bloco republicano já reúne endosso formal de dez partidos.
Aliados políticos defendem a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil; integrantes do Partido Liberal afirmam que o senador, investigado por lavagem de dinheiro, sofre perseguição política.
Em matéria de contexto, Eduardo Bolsonaro relembrou os motivos que levaram o irmão Flávio a deixar o país, e um ex‑deputado federal está nos Estados Unidos desde março de 2025.
No cenário internacional, um bloco opositor em Israel conquistou mais cadeiras que o grupo de Netanyahu, segundo boca de urna, mas nenhum dos campos tem caminho claro para formar governo, em meio ao desempenho recorde dos partidos liderados por árabes.
Nos mercados financeiros, o dólar e os juros futuros recuaram após o forte estresse da véspera da vitória de Lula; o Ibovespa terminou em baixa. O mercado aguarda a montagem da nova equipe econômica do presidente reeleito e sinalizações sobre a política fiscal.
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Com informacoes de Valor Econômico.

