Três paulistas são presos por esquema de fraude em táxis na Zona Sul do Rio
Agentes da Polícia Civil prenderam três homens nascidos em São Paulo, suspeitos de liderar uma quadrilha que aplicava golpes a passageiros de táxi na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Durante a operação, foram apreendidos 85 cartões bancários – entre eles os de quatro vítimas já identificadas pela investigação e o de um turista estrangeiro –, dez máquinas de cartão e cinco placas de veículos, além de um táxi utilizado pelo grupo.
O carro foi localizado nas imediações da Praça do Largo do Machado, no bairro do Catete, graças ao monitoramento da Central de Inteligência, Vigilância, Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). No local, um dos suspeitos foi preso.
O delegado Leandro Aquino, titular da 9ª DP (Catete), orientou os passageiros a não entregarem o cartão na mão do motorista, a passarem o cartão na máquina pessoalmente, a desconfiar de quem recusa pagamento em dinheiro ou Pix e a sempre verificarem se o cartão devolvido é realmente o seu. Ele ressaltou que os 85 cartões apreendidos correspondem a 85 vítimas e recomendou que quem identificar movimentação suspeita registre a ocorrência na delegacia mais próxima ou pela delegacia on‑line, pois esse registro permite ligar o caso ao material apreendido.
A investigação teve início após uma vítima relatar que teve o cartão retido durante o pagamento de uma corrida e recebeu outro cartão no lugar. A partir da análise de imagens e de informações obtidas pelo setor de inteligência, os policiais identificaram um veículo utilizado como táxi sem identificação de cooperativa.
Conforme apurado, os criminosos trocavam frequentemente as placas do automóvel para dificultar o rastreamento – em apenas oito dias foram flagrados circulando com quatro placas diferentes. Ao final da corrida, o motorista recusava pagamentos em dinheiro ou Pix, alegando não ter troco, e direcionava a vítima para o pagamento com cartão. A máquina adulterada simulava uma falha na leitura, enquanto um aplicativo instalado em um celular capturava a senha digitada. Em seguida, o cartão era trocado por outro semelhante, já guardado no veículo, permitindo que, com as senhas, os criminosos fizessem compras e saques imediatamente.
Na terça‑feira, uma aposentada de 73 anos percebeu a troca do cartão ao recebê‑lo de volta e tentou recuperar o original; o motorista arrancou com o veículo, levando a bolsa da vítima. O cartão que permaneceu com a senhora, porém, pertencia a outra pessoa já vítima do mesmo golpe, coincidência que ajudou a polícia a estabelecer a ligação entre os crimes e confirmar a atuação do mesmo grupo.
Após a abordagem, os policiais se dirigiram a um imóvel alugado temporariamente pelo grupo, no bairro Santo Cristo, na Zona Norte da capital, utilizado como base durante a permanência dos criminosos no Rio. No local, outros dois integrantes foram presos e um objeto subtraído de uma das vítimas foi encontrado dentro da mochila de um dos presos.
As investigações apontam que a quadrilha mantinha estrutura organizada e utilizava deslocamento entre São Paulo e o Rio de Janeiro desde janeiro, aproveitando a mobilidade entre as duas cidades para ampliar o alcance dos golpes.
Com informacoes de Extra online.

