Torcedor do São Paulo conserva medalha de Rogério Ceni de 2006 e promete devolvê‑la se solicitado

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 28/10/2026 22:20
Torcedor do São Paulo conserva medalha de Rogério Ceni de 2006 e promete devolvê‑la se solicitado

Foto: via ge

Guilherme Parra, que trabalha no setor financeiro e é torcedor apaixonado do São Paulo, preserva há duas décadas a medalha lançada por Rogério Ceni ao final da conquista do Campeonato Brasileiro de 2006, e declara estar disposto a devolvê‑la ao goleiro caso este solicite.

O título foi assegurado em 26 de novembro de 2006, quando o Tricolor venceu o Cruzeiro por 2 a 0 no Estádio do Morumbi, recebendo a taça de campeão nacional. Enquanto Ceni possui as medalhas dos tricampeonatos de 2007 e 2008, a medalha referente ao primeiro tricampeonato está sob a guarda de Parra.

Parra conta que, naquela manhã, encontrava‑se em um culto na igreja e, de forma inesperada, decidiu ir ao jogo. Reuniu‑se com mais 12 amigos, totalizando 13 pessoas, e foram ao Morumbi sem planejamento prévio, apenas com a exigência de garantir um lugar. Optou por ficar na área térrea, pois sabia que o confronto seria decisivo, mas não pensava em obter nenhum objeto comemorativo.

Durante a partida, Ceni lançou sua luva ao público; Parra esticou a mão, mas a luva passou ao seu lado. Pouco depois, o goleiro arremessou a medalha. Parra, sem observar a trajetória, impulsionou‑se, saltou e agarrou o objeto. “Não olhei para a minha mão, trouxe para cá e não acreditava. Abri devagar e, quando vi, estava aqui”, relatou, lembrando que a cena foi capturada pela transmissão da Globo.

A transmissão trouxe ainda a curiosidade de Galvão Bueno, que, ao vivo, perguntou: “Como é o nome desse menino? Quero saber. Quem souber, fala aqui para a Globo”. Torcedores ao redor informaram ao jovem que a emissora desejava contatá‑lo.

Parra foi abordado por repórteres próximo ao fosso do estádio e, ao ver Ceni – conhecido como “Mineiro” – gritou: “Fica, Mineiro, pelo amor de Deus!”. A movimentação ao seu redor foi tão intensa que seus amigos criaram uma estratégia para garantir a segurança da medalha: um deles carregou o troféu enquanto Parra deixava o local.

No dia seguinte, Parra levou a medalha ao banco onde trabalhava para mostrá‑la aos colegas. A repercussão foi tão grande que repórteres buscaram seu contato, exigindo a intervenção de um assessor de imprensa do banco para organizar entrevistas. O torcedor chegou a encerrar a edição do Globo Esporte naquela segunda‑feira.

Com o tempo, a atenção da mídia diminuiu e Parra retomou sua rotina. Contudo, próximo ao Natal, recebeu um convite inesperado do programa Fantástico para participar do quadro “Amigo Oculto”, que reúne personalidades que se destacaram ao longo do ano. “De repente, atendi uma ligação. Lembro que a moça falou: ‘Olha, aqui é do Fantástico’. Eu falei: ‘Tá bom’. Ela perguntou: ‘Você gostaria de participar do Fantástico?’. Eu disse: ‘Tá’. Aí ela falou: ‘Mas é do amigo oculto’. Eu perguntei: ‘O que é isso?’. Ela explicou que são as pessoas que mais se destacaram no ano e que vão fazer uma troca de presentes”, recorda.

Apesar da hesitação inicial, Parra manteve a promessa de devolver a medalha caso Rogério Ceni a solicite, reforçando o vínculo afetivo que mantém com o ídolo e com a história do clube.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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