Taurus (TASA4) ganha destaque no trade eleitoral após alta de 121% nas ações

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/10/2026 10:40
Taurus (TASA4) ganha destaque no trade eleitoral após alta de 121% nas ações

Foto: via Valor Investe

Entre junho e setembro, as ações da Taurus (código TASA4) subiram 121%, passando do menor fechamento do ano em 12 de junho ao pico em 21 de setembro.

O volume médio diário de negociação da companhia foi de aproximadamente R$ 1,9 milhão de janeiro a agosto, saltando para R$ 9,9 milhões em setembro.

Segundo Marcos Saravalle, estrategista‑chefe da Krivio Capital, dois fatores principais explicam a reação do mercado às eleições.

O primeiro refere‑se ao potencial aumento do consumo interno de armas caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente, pois a flexibilização das regras de acesso a armamentos poderia gerar um crescimento “forte” no mercado doméstico, impactando positivamente as margens da Taurus.

Atualmente, a maior parte das vendas da empresa vem dos Estados Unidos, mas Saravalle destaca que, embora o mercado interno ainda não represente 50% do faturamento, sua rentabilidade supera a das exportações.

O segundo fator envolve as tarifas de aproximadamente 37,5% cobradas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exportados, impostas no ano passado. A Taurus seria uma das empresas mais afetadas por esse “tarifão”.

Com a eleição de Flávio Bolsonaro, a probabilidade de isenção ou renegociação dessas tarifas aumentaria, segundo o analista.

Saravalle estima que a combinação de maior demanda interna e redução das tarifas poderia elevar o EBITDA da Taurus entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões. No segundo trimestre, o EBITDA foi de R$ 149,5 milhões, o que indica que o lucro poderia mais que dobrar.

Embora a Taurus seja considerada uma boa empresa para estratégias “buy and hold”, Saravalle recomenda cautela após a forte valorização: “Não recomendamos entrada agora, exceto em compras pontuais. Quem já operou no trade eleitoral deve pensar em realizar posições.”

Ele aponta que os cenários favoráveis ainda dependem da eleição de Flávio Bolsonaro, da recuperação do mercado interno e da renegociação das tarifas, condições que já estão precificadas nas ações. Caso não se concretizem, novos investidores podem enfrentar perdas.

No longo prazo, a companhia tem se beneficiado de uma reestruturação de dívida e de melhorias operacionais, o que sustentou seu desempenho superior ao mercado, impulsionado principalmente pela demanda americana.

Recentemente, o valor de mercado da Taurus recuou devido a uma confluência de fatores negativos, incluindo mudanças na legislação de armas no Brasil, as tarifas de exportação e a queda do dólar.

Com informacoes de Valor Investe.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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