Só 6% das empresas brasileiras transformam investimento em IA em lucro real – descubra o que as diferencia
O boom ferroviário que impulsionou a economia dos Estados Unidos entre as décadas de 1860 e 1890 ilustra a "fórmula" que algumas empresas brasileiras estão tentando aplicar hoje para converter investimentos em inteligência artificial (IA) em lucro de verdade.
De acordo com o estudo "The Value of AI: Brazil 2026", elaborado pela SAP, as companhias brasileiras destinam, em média, US$ 20,8 milhões por ano – o que corresponde a cerca de R$ 107 milhões – a projetos de IA.
Entretanto, a pesquisa conduzida pela McKinsey & Company aponta que apenas 6% das empresas conseguem atribuir à tecnologia 5% ou mais do lucro operacional, ou seja, do Ebitda.
Assim como as ferrovias criaram novas oportunidades para quem adaptou seus modelos operacionais, a IA só gera resultados quando as organizações vão além da simples adoção da ferramenta e reformulam seus processos para aproveitar as possibilidades oferecidas pela tecnologia.
Um exemplo prático: uma empresa utiliza IA para analisar pedidos de reembolso, reduzindo o tempo de conferência de 20 minutos para 5 minutos. Contudo, o fluxo posterior permanece inalterado – o pedido ainda precisa passar por três níveis de aprovação, ser enviado por e‑mail entre áreas diferentes e aguardar dias até chegar ao financeiro. A IA acelera uma tarefa isolada, mas não transforma o processo como um todo.
As organizações que realmente conseguem transformar o investimento em lucro são aquelas que promovem um redesenho amplo e contínuo de seu modelo operacional a partir da tecnologia. "A verdadeira vantagem da IA vem de redesenhar como o trabalho é feito e como as decisões são tomadas", destaca o relatório.
Um ponto em comum entre as empresas que já atribuem à IA pelo menos 5% do Ebitda é a prática de remodelar constantemente seu modelo operacional, identificando quais tarefas podem ser automatizadas e como a tecnologia pode ser adaptada às necessidades específicas do negócio.
Uma das estratégias emergentes é a criação de agentes de IA personalizados, capazes de executar tarefas específicas e se adaptar aos fluxos de trabalho de cada empresa, ao contrário de depender apenas de ferramentas genéricas.
A Empiricus Research, uma das maiores casas de análise financeira do Brasil, lançou a "Fábrica de Agentes Autônomos de IA", um programa de aula prática que ensina a criar agentes de IA no ChatGPT e no Claude Code para automatizar tarefas operacionais e repetitivas. Os participantes terão acesso a agentes já utilizados e validados internamente pela Empiricus.
No ano passado, a Empiricus faturou cerca de R$ 150 milhões após otimizar seus fluxos de produção com o uso desses agentes. No dia 28 de setembro, às 19h, Alex Hisatomi, diretor de Data Analytics da Empiricus, conduzirá a aula prática e explicará o funcionamento da "Fábrica de Agentes Autônomos". A casa de análise também disponibilizará um pacote de prompts que poderá ser customizado na criação dos agentes.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

