Senador Viana solicita documentos a três ministérios para investigar supostas negociações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva
Na quinta‑feira, 20 de agosto de 2026, o senador Carlos Viana (PSD‑MG) protocolou requerimentos de informação a três ministérios – Saúde, Comunicações e Casa Civil – com o objetivo de obter cópias integrais de agendas públicas e privadas, registros de entrada de visitantes, atas de reuniões, trocas de e‑mails e processos administrativos a partir de janeiro de 2023.
Segundo Viana, a medida busca verificar se reuniões e propostas apresentadas por empresários à administração pública contaram com mediação política e se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), teria usado sua posição para favorecer terceiros em negócios com o governo.
No Ministério da Saúde, o senador solicitou a lista completa de reuniões relacionadas a projetos de fornecimento de medicamentos à base de canabidiol para o SUS. O pedido foi feito após a Polícia Federal constatar que a lobista Roberta Luchsinger tentou vender, por intermédio do ex‑chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, 1,2 milhão de frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde por R$ 626 milhões, negociação realizada sem licitação e envolvendo 36 tipos diferentes de medicamentos. A operação, concebida pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, não avançou.
Na Casa Civil, Viana requereu o controle de acessos e agendas de Lulinha, de Fernando Bittar – proprietário de um sítio em Atibaia – e de Marcola, empresa citada nas investigações. Já no Ministério das Comunicações, o requerimento pede detalhes sobre tratativas comerciais e propostas apresentadas por Kalil Bittar, sócio de Lulinha e irmão de Fernando, à Telebras.
Além dos três requerimentos, o senador apresentou um aditamento direcionado ao ministro André Mendonça, pedindo que a Corte adote medidas cautelares para evitar a perda de provas contra Lulinha, entre elas a preservação de mensagens e dados recuperados pela Polícia Federal, o rastreamento de pagamentos e a verificação de eventuais contas no exterior, a identificação de contatos com órgãos públicos e a checagem do envolvimento de autoridades.
Como já relatado em cobertura anterior do portal, a lobista Roberta Luchsinger tem sido mencionada em outras investigações que envolvem a família presidencial, inclusive em denúncias de tentativa de negociação de contratos de cannabis com o governo.
Com informacoes de Poder360.

