Selic deve cair, mas até onde o Copom pode ir?
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia, nesta quarta-feira, sua nova decisão sobre a taxa básica de juros. Entre bancos e corretoras, o cenário predominante é de continuidade do ciclo de flexibilização monetária: 16 das 17 casas consultadas esperam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano.
A principal exceção é o Citi, que projeta manutenção da taxa em 14,25%. Para a instituição, o Banco Central deve optar por uma pausa no ciclo de cortes diante de um cenário que ainda combina inflação acima da meta e incertezas fiscais. Isso não é surpreendente, considerando que, como já mostramos, a inflação pode influenciar a decisão do Copom, e o Bank of America já havia revisado sua projeção para a taxa Selic, esperando dois cortes de 0,25 ponto percentual nas próximas reuniões.
Mesmo entre as casas que esperam uma redução nesta quarta, porém, há diferenças importantes sobre o ritmo de flexibilização nos meses seguintes. As projeções para a Selic ao fim de 2026 variam de 13,25% a 14,25%, mostrando que o mercado ainda não chegou a um consenso sobre quanto espaço haverá para novos cortes depois da reunião de agosto.
Na ponta mais baixa, JP Morgan e Inter projetam a Selic em 13,25% no fim do ano. Safra e BB Investimentos estimam 13,50%, enquanto BTG Pactual, Santander, Bradesco, Itaú, UBS BB e BofA trabalham com 13,75%. Já XP Investimentos, Genial, C6 Bank, Goldman Sachs, ASA e HSBC veem a Selic em 14,00% no encerramento de 2026. O Citi está na ponta mais conservadora, com 14,25%, cenário que pressupõe nenhuma redução adicional após a reunião de agosto.
Com informacoes de Money Times.

