São Francisco (MG) comemora 149 anos com nova ponte e valorização da cultura ribeirinha

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/11/2026 07:30
São Francisco (MG) comemora 149 anos com nova ponte e valorização da cultura ribeirinha

Foto: via Correio Braziliense

Com 149 anos de fundação, a cidade de São Francisco, situada às margens do Rio São Francisco no norte de Minas Gerais, celebra suas origens e projeta um novo salto de desenvolvimento com a esperada nova ponte sobre a rodovia MG-402.

O município possui extensão territorial de 3.308,1 km², está localizado a 441 km de Brasília e a 589 km de Belo Horizonte, apresenta índice de desenvolvimento humano médio de 0,638 e produto interno bruto per capita de R$ 16.286,13.

A ocupação regional começou no final do século XVII, impulsionada pela navegação fluvial, expedições de bandeiras e fazendas de gado. O povoado original recebeu a denominação de Pedras dos Angicos, também conhecido como Pedras de Cima.

Em 1831, a localidade alcançou o status de vila sob o nome de Vila Risonha de São Romão, desmembrando‑se de Paracatu. A emancipação política ocorreu em 5 de novembro de 1877, pela Lei Provincial número 2.416, quando recebeu a categoria de cidade e o nome definitivo de São Francisco.

A economia local concentra atividades no setor primário, no comércio e no funcionalismo público. Historicamente, São Francisco figura entre os maiores produtores de gado de leite e corte do norte de Minas, com presença de agricultura familiar e lavouras temporárias.

O deslocamento para cidades da margem esquerda, como Pintópolis e Urucuia, rumo ao Noroeste de Minas e ao Distrito Federal, dependia historicamente do transporte por balsas. A implantação da ponte sobre o rio na rodovia MG-402 busca suprir essa demanda, aperfeiçoando o fluxo logístico e o escoamento da produção rural.

A identidade barranqueira, também denominada barriga‑verde, reúne raízes indígenas, africanas e portuguesas. O trabalho artesanal preserva a produção de carrancas e peças confeccionadas em barro e fibras vegetais pela comunidade quilombola de Buriti do Meio.

O acervo histórico e religioso inclui a Igreja Matriz de São José, edificada em 1890 com cruzeiro frontal, e a Igrejinha de São Félix, que abriga imagens importadas de Portugal no século XIX.

A comunidade promove celebrações como as festas de Nossa Senhora Aparecida, realizadas em outubro, e as folias de reis.

Na orla municipal, o pôr do sol serve de referência paisagística no Vale do São Francisco, atraindo atividades de pesca esportiva e turismo contemplativo.

Com informacoes de Correio Braziliense.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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