Samsung lança a 8ª geração de dobráveis e aposta no formato “passaporte” para ampliar uso e portabilidade

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 07/09/2026 08:31
Samsung lança a 8ª geração de dobráveis e aposta no formato “passaporte” para ampliar uso e portabilidade

Foto: via Canaltech

A Samsung deu início a uma nova etapa no segmento de smartphones dobráveis com a chegada da 8ª geração de seus dispositivos, reforçando a aposta em formatos que combinam alta produtividade e praticidade para o usuário.

Além dos tradicionais estilos “livro” e “concha”, a empresa sul‑coreana introduziu o formato “passaporte”, pensado para otimizar o consumo de conteúdo. O Galaxy Z Fold 8 recebeu dimensões mais compactas, mantendo a mesma abertura em “livro” das versões anteriores, e adota a proporção 4:3 para facilitar o manuseio. Sua tela interna mede 7,6 polegadas, ideal para vídeos, leitura e redes sociais.

O modelo de ponta, Galaxy Z Fold 8 Ultra, concentra as inovações mais avançadas da linha. Ele possui uma tela interna equivalente a dois smartphones de 6,5 polegadas posicionados lado a lado, proporcionando um espaço de trabalho ainda maior para quem precisa de produtividade máxima.

Já o Galaxy Z Flip 8 preserva o formato “concha”, mas apresenta estrutura mais fina e leve em relação ao antecessor, reforçando o apelo ao design e à portabilidade.

Em entrevista ao Podcast Canaltech, Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, destacou que a evolução dos dobráveis, iniciada com o primeiro Fold lançado em 2019, tem como objetivo tornar essa categoria mais atrativa ao consumidor. Segundo ele, as vendas de dobráveis no Brasil cresceram 150% entre 2024 e 2026.

Duas tecnologias inéditas foram introduzidas nesta geração: a Flex Titanium, que aumenta a resistência da dobradiça e diminui a visibilidade do vinco central, e as baterias de silício‑carbono, que permitem armazenar mais carga em um volume reduzido, garantindo alta autonomia sem aumentar a espessura do aparelho.

Citrini explicou que a escolha entre os modelos depende do perfil do usuário. O Z Fold 8 Ultra atende quem necessita de máxima produtividade, como planilhas, textos e apresentações, enquanto o Z Fold 8 “passaporte” foi desenvolvido para quem consome vídeos, e‑books ou jogos. O Z Flip 8, por sua vez, foca em design e portabilidade e agora permite a execução de qualquer aplicativo na tela externa, deixando concorrentes como o Razr da Motorola em desvantagem.

A Samsung também se prepara para a possível chegada de um grande concorrente: rumores apontam que a Apple deve lançar seu primeiro iPhone dobrável ainda este ano, possivelmente no formato “passaporte” e com construção robusta.

Fabricantes chineses têm pressionado a Samsung a inovar. Em abril deste ano, a Huawei lançou no mercado interno o Pura X Max, com proporção aproximada de 3:2, demonstrando que telas estreitas podem comprometer o teclado e o uso de aplicativos. A Samsung pretende popularizar esse tamanho com o Z Fold 8.

A Huawei já havia introduzido, em 2024, o Mate XT Ultimate Design, o primeiro smartphone com tela tripla dobrada em formato “Z”, oferecendo três tamanhos diferentes de visualização. Essa proposta influenciou a Samsung a desenvolver o Galaxy Z TriFold, atualmente disponível apenas na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Segundo levantamento da Counterpoint Research, os dispositivos dobráveis deverão representar 65% das vendas mundiais desse segmento em 2026, consolidando o formato “fold” como líder de mercado.

Para quem acompanha nossas análises de lançamentos que equilibram portabilidade e desempenho – como fizemos recentemente ao avaliar as inovações do Kindle – o episódio completo do Podcast Canaltech traz mais detalhes sobre como o Galaxy Z Fold 8 revitaliza o conceito de telas menores.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.