PSD Oficializa Ronaldo Caiado à Presidência da República
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República, em convenção realizada na sede do partido em São Paulo. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice.
Caiado prometeu implantar um 'novo modelo de governo', se eleito. 'Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. É o que nós demonstramos. Saímos do governo do Estado com 88% de aprovação, mostrando que, quando se tem capacidade para governar, a população reconhece. O que o Brasil precisa é de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão brasileiro', disse Caiado.
Com uma chapa 'puro-sangue', composta apenas por integrantes do PSD, Caiado enfrenta dificuldades para unificar o partido em estados importantes. Em São Paulo, o partido apoia a reeleição de Tarcísio de Freitas, que está com Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões, do PSD, declarou apoio a Zema (Novo). No Rio de Janeiro e na Bahia, lideranças estaduais da legenda apoiam o presidente Lula.
Caiado criticou os adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Associou Lula à corrupção e 'bandidagem' e comparou Flávio a um 'frango de granja', enquanto Caiado seria um 'galo de terreiro'.
Caiado tem 76 anos, é médico ortopedista e produtor rural. Iniciou sua atuação política como um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada para representar proprietários rurais durante as discussões sobre a reforma agrária. Recebeu cerca de 489 mil votos, ou 0,72% do total, e terminou em décimo lugar entre 22 candidatos, na primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar.
Caiado venceu disputa interna do PSD. Deixou a Câmara em 1994 para disputar pela primeira vez o governo goiano, mas terminou em terceiro lugar. O vencedor foi Maguito Vilela, do então PMDB (atual MDB).
Em 2014, deixou a Câmara e foi eleito senador por Goiás com cerca de 1,28 milhão de votos, ou 47,57% do total. Deixou o Senado na metade do mandato para assumir o governo estadual. Caiado foi eleito governador de Goiás em 2018, no primeiro turno, com aproximadamente 1,77 milhão de votos, ou 59,73%. Naquela eleição, derrotou Daniel Vilela.
Caiado foi condenado na Justiça Eleitoral em primeira instância por abuso de poder político. A sentença previa a inelegibilidade por oito anos. A Justiça Eleitoral entendeu que ele havia usado o Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás, para promover reuniões em apoio a Sandro Mabel, seu candidato à Prefeitura de Goiânia. Caiado negou irregularidades e recorreu.
Em abril de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) derrubou por unanimidade a inelegibilidade e considerou que os episódios não tinham gravidade suficiente para caracterizar abuso de poder. O tribunal, no entanto, manteve uma multa de R$ 60 mil por conduta vedada.
Caiado pretende promover uma anistia 'ampla, geral e irrestrita' ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos demais condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado. A medida, porém, não pode ser concedida unilateralmente.
Outros pré-candidatos ainda vão realizar suas convenções: Romeu Zema (Novo): segunda-feira, em Brasília, sem definir o vice. Lula (PT): 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin de vice.
Com informacoes de G1 Política.

