Presidente de Associação é Preso pela PF por Descontos Indevidos no INSS

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/08/2026 09:40
Presidente de Associação é Preso pela PF por Descontos Indevidos no INSS

Foto: via G1

A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite de quarta-feira, o presidente da Conafer, Carlos Lopes, que foi indiciado no mês passado no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação mira um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) é apontada pela PF como peça central em um esquema de filiações falsas e cobranças não autorizadas de beneficiários do INSS, movimentando milhões de forma irregular. Segundo a PF, Carlos Lopes estava foragido desde novembro do ano passado.

Ele se apresentou na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, e "será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe". No mês passado, a PF concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, quando foram indiciadas, ao todo, 48 pessoas.

Entre elas estão o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca. Nesta ocasião, Carlos Roberto Ferreira Lopes foi formalmente indiciado.

A Conafer foi o principal alvo do inquérito. Em 17 de novembro, Lopes foi alvo de um mandado de prisão, mas ele não foi encontrado para que a prisão fosse cumprida. Portanto, passou a ser considerado foragido. A Conafer, no entanto, publicou uma nota na época, na qual negou que ele teria fugido.

Afirmou que o presidente da instituição estava "em viagem em área de difícil acesso e com limitação de comunicação" e que estaria em processo de retorno. Nesta quarta, ele se entregou à PF. No pedido de indiciamento, a PF defendeu que ele responda por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada.

O relatório final da PF foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. De acordo com as investigações, o esquema de fraudes consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

A investigação começou em 2023 na Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a PF foi acionada. Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com os investigadores.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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