Posto dividido ao meio, carro em cratera e cidades sem energia nem internet: destruição das tempestades no RS

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/11/2026 12:00
Posto dividido ao meio, carro em cratera e cidades sem energia nem internet: destruição das tempestades no RS

Foto: via G1

Desde a tarde de terça‑feira (3), o Rio Grande do Sul tem sido assolado por chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes e granizo, gerando estragos em áreas urbanas e rurais e provocando dois feridos até a manhã de quarta‑feira (4).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestade com níveis de severidade "perigo" e "grande perigo" para a quarta‑feira (4), enquanto o registro de descargas atmosféricas ultrapassou 1.700 raios entre os dias 3 e 4.

Em Passo Fundo, na madrugada de quarta‑feira, um carro foi arrastado pela água e acabou sobre uma tubulação de obra na escadaria da Rua Independência, ficando “engolido” pelo buraco. O incidente interrompeu o trânsito no trecho afetado.

Na noite de terça‑feira (3), em Espumoso, um posto de combustíveis teve o telhado partido ao meio pela força dos ventos. Nenhum ferido foi registrado, mas horas antes, uma árvore caiu sobre outro veículo, deixando os ocupantes com ferimentos leves e encaminhados ao hospital.

Na cidade vizinha, Tapera, o vento atingiu parte da estrutura de um hotel, enquanto centenas de residências foram atingidas e lavouras sofreram danos significativos.

Na rodovia RS‑332, entre Tapera e Espumoso, a queda de cinco árvores bloqueou o tráfego por aproximadamente uma hora e meia.

Nas áreas rurais, plantações de milho foram severamente danificadas pela grande quantidade de pedras de granizo que atingiu os campos, e a Defesa Civil ainda está avaliando o prejuízo total nas zonas agrícolas e urbanas.

Em Charrua, no norte do estado, o volume de chuva ultrapassou 300 milímetros nesta quarta‑feira, provocando o transbordamento do Rio Caçador, alagamento de ruas, bloqueio de passagens e mais de 100 casas atingidas, com relatos de moradores isolados em diferentes pontos do município.

No noroeste gaúcho, a prefeitura de Porto Vera Cruz, que possui cerca de 1,5 mil habitantes, informou que 90% das residências sofreram algum tipo de dano nos telhados após as chuvas e ventos intensos da manhã. Árvores caíram sobre veículos, prédios públicos foram danificados e a cidade ficou sem energia elétrica, embora não haja registro de feridos. Equipes de municípios vizinhos estão prestando apoio.

Em Marau, a administração municipal deve decretar situação de emergência após cerca de 120 casas serem atingidas por granizo, com danos predominantes em telhados e ruas, bueiros entupidos e bloqueios de trânsito. Duas escolas suspenderam as aulas, sem feridos ou desabrigados, e moradores que precisarem de lonas devem procurar a Secretaria de Habitação.

Sananduva está prestes a decretar situação de emergência nível dois. As avenidas Salzano da Cunha, Rio Branco e Júlio de Castilhos, além da rua Angela Raymundi, ficaram totalmente alagadas, interrompendo o tráfego. Granizo também foi registrado pela manhã, e as aulas foram suspensas na quarta e na quinta‑feira.

Água Santa registrou cerca de 60 casas afetadas pelo temporal na terça‑feira, e mais oito residências foram atingidas por enxurrada na manhã de quarta‑feira. Quedas de árvores, postes e destelhamento de mercados deixaram a cidade sem energia elétrica e sem acesso à internet, resultando na suspensão das aulas. A Defesa Civil orienta a população a evitar subir aos telhados.

Em Cacique Doble, o acumulado de chuva superou 100 milímetros, danificando aproximadamente 50 casas e registrando granizo tanto na zona urbana quanto rural, além de alagamentos. As aulas foram suspensas, a prefeitura distribui lonas e não há desabrigados.

Ibiaçá teve cerca de 50 casas danificadas e cinco pessoas desalojadas, com vários pontos de alagamento. Destelhamentos e goteiras forçaram a suspensão das aulas e dos serviços públicos, como o posto de saúde, a farmácia popular e as consultas médicas.

Em Catuípe, ventos fortes e chuvas causaram danos em residências e prédios públicos na manhã de quarta‑feira, incluindo uma casa com o telhado totalmente arrancado. Pelo menos quatro escolas, praças e a Casa da Cultura foram atingidas, e a cidade permanece sem energia elétrica e sem sinal de telefonia.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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