Por que Ayrton Senna domina a memória brasileira mais que Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi? Campeões da F1 dão suas explicações
Kimi Antonelli, piloto italiano da Mercedes, corre com o número 12 em homenagem a Ayrton Senna; aos 20 anos, ele se tornou o mais jovem campeão da história da Fórmula 1, segundo a cobertura do Estadão.
Ao redor do autódromo José Carlos Pace, as pinturas do artista Eduardo Kobra transformam paredes gigantes em tributos ao piloto brasileiro; um busto de Senna também está instalado em um dos setores das arquibancadas. Na Avenida Rebouças, a caminho da Avenida Paulista, uma obra de Kobra com os olhos de Ayrton Senna domina a fachada de um prédio, reforçando a presença visual do ícone nas ruas do coração da capital.
Embora as referências a Senna sejam abundantes, outros campeões brasileiros – Nelson Piquet, tricampeão mundial, e Emerson Fittipaldi, bicampeão – não recebem a mesma atenção nas homenagens públicas.
Antonelli fez visita à família de Ayrton Senna e conheceu a Lotus que o brasileiro pilotou em 1985, reforçando o vínculo entre as gerações.
Max Verstappen, genro de Nelson Piquet e tetracampeão mundial, e Fernando Alonso, bicampeão, foram consultados para entender o fenômeno. Alonso afirmou em coletiva: "Eu acho que respeitamos o Brasil não só por Senna, mas por todos os grandes campeões. Eu sempre soube que o Brasil era um celeiro de campeões. Na Espanha o Emerson é muito popular. Quando alguém vai a algum lugar muito rápido a gente falava ‘Aonde você pensa que vai, Fittipaldi?’. Nelson e Ayrton… Ayrton era mais o carisma, caráter, ele tinha algo diferente dos outros campeões. Ele conectava mais com as pessoas e isso você tem ou não tem."
Verstappen completou: "Os três têm personalidades diferentes, ganharam muito no esporte. Como disse Fernando, talvez conectasse melhor com as pessoas e algumas se importam com isso e outras não. Vou ser sincero, eu não me importo. Eu estou aqui para vencer. Olhando para minha carreira, eu quero vencer o maior número de corridas possíveis, não criar uma conexão com todo mundo. Isso é legal, é um bônus, mas meu trabalho é vencer. O triste é que ele morreu, o legado e afeto começa mais cedo. Ele com certeza foi um dos maiores pilotos de todos."
A lenda de Senna ultrapassa fronteiras brasileiras e gera identificação entre gerações do grid atual. Lewis Hamilton, 41 anos, sempre declarou que Ayrton era seu herói de infância; o mesmo sentimento é compartilhado por Kimi Antonelli, que nasceu em 2006, doze anos após a morte de Senna.
Nas duas vezes que Antonelli correu em Interlagos, ele visitou o cemitério onde está enterrado o ex‑piloto da McLaren, Lotus e Williams. Nesta semana, ele anunciou que usará um capacete cujas cores remetem ao icônico casco de seu ídolo.
Programação oficial do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1: Sexta‑feira – 06/11 – 12h30 – Treino Livre 1; Sexta‑feira – 06/11 – 16h – Treino Livre 2; Sábado – 07/11 – 11h30 – Treino Livre 3; Sábado – 07/11 – 15h – Treino classificatório.
F1: Temporal em Interlagos interrompe treino que define grid para o GP de SP.
F1: Verstappen, Hamilton e Leclerc levam punição e largarão atrás no grid do GP de SP 2026.
Com informacoes de Estadão.

