Placas de nove partidas do Brasileirão exibem mensagens contra a MP das apostas
A Medida Provisória (MP) que restringiu as plataformas de apostas autorizadas passou a ter efeito prático nesta terça‑feira, dia 6, quando essas empresas deixaram de operar no território nacional, impactando diretamente clubes que mantêm contratos de patrocínio com o setor.
Em reação, nove partidas do Brasileirão terão placas com frases que contestam a MP, integrando o manifesto “Proibir não é proteger”, elaborado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
As mensagens que aparecerão nas placas são: “Não se muda a regra no meio do jogo”; “Proibir quem segue as regras favorece quem?”; “Não é só o futebol que perde”; “Quem lucra com as bets ilegais?”; “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”; “A quem interessa o mercado ilegal?”; e “Conheça mais sobre a regulação das apostas”. Cada frase será acompanhada do lema “Proibir não é proteger”.
Os clubes adotam posturas distintas diante da MP. Alguns optam por suspender temporariamente os contratos de patrocínio enquanto aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros já rescindiram os acordos ou buscaram soluções provisórias para substituir as marcas das casas de apostas.
Como exemplo, São Paulo e Fluminense anunciaram que irão utilizar a marca Superscore – pertencente ao mesmo grupo da Superbet – no lugar do patrocínio máster, garantindo a continuidade visual nas camisetas.
A mesma estratégia de protesto foi utilizada na sexta‑feira passada, dia 2, durante o clássico entre São Paulo e Santos, quando mensagens contra a MP foram exibidas nas placas do estádio Morumbi.
O autor das mensagens, e não o portal UOL, é responsável pelos comentários que acompanham a cobertura. A iniciativa visa chamar a atenção para os efeitos da MP no futebol e no mercado de apostas.
Com informacoes de UOL.

