Patch da comunidade traz widescreen, XInput e multiplayer online ao clássico Sega Rally 2 no PC
Um grupo de fãs desenvolveu o SR2 Patcher, um patch não oficial que moderniza o clássico Sega Rally 2 para computadores atuais, oferecendo widescreen, suporte a controles modernos, trilha sonora extraível e multiplayer online.
O projeto, mantido pelo desenvolvedor conhecido como pairomaniac no GitHub, está disponível gratuitamente e funciona tanto em Windows 10/11 quanto em Linux via Wine e Proton. Não se trata de uma atualização oficial da SEGA, mas o nível de acabamento chega a superar muitas remasterizações comerciais.
Quem tenta rodar a versão original de 1999 costuma enfrentar travamento na tela de logo, exigência constante de disco (mesmo em máquinas sem leitor), resolução fixa de 640×480 esticada, e falta de reconhecimento de teclado ou controle contemporâneos. O patcher elimina todos esses obstáculos sem necessidade de editar o registro do Windows, pois as configurações são salvas na própria pasta do jogo.
As correções “essenciais”, aplicadas automaticamente e sem opção de desligar, incluem: remoção da exigência de disco; correção de telas pretas ao alternar com Alt+Tab; balanceamento de volume entre os três controles de áudio; restauração de textos que não apareciam nos menus, no nome do jogador e no chat; e reparo de um bug que fazia o painel do carro cobrir parte do cenário na pista Mountain.
Nos patches opcionais, o SR2 Patcher destaca-se ao oferecer suporte nativo a widescreen com proporções de 4:3 até 32:9 e resolução configurável até 3840×2160 – ou 5120×1440 para monitores ultrawide. Também adiciona suporte completo a controles XInput, com todos os botões remapeáveis dentro do próprio jogo, algo inexistente na versão de 1999. A trilha sonora, antes dependente do disco 2 físico, pode ser extraída para arquivos e reproduzida diretamente da pasta do jogo, eliminando a necessidade de um drive.
O recurso mais surpreendente é o modo multiplayer online. Uma nova opção de conexão pela internet dispensa totalmente o encaminhamento de portas; basta selecionar “INTERNET” na tela de conexão e escolher entre salas abertas. Também é possível jogar via IP direto ou em rede local, suportando até quatro jogadores simultâneos, desde que todos utilizem a mesma versão do patcher.
O SR2 Patcher reconhece automaticamente as versões europeia, americana e australiana do jogo, identificando-as por checksum antes de aplicar qualquer alteração. Caso o arquivo não corresponda ao esperado, o programa avisa e não modifica nada. As versões japonesas ainda não são suportadas, pois não há uma cópia verificada da mídia original para servir de base.
Para instalar, o patcher lê as imagens dos discos originais (arquivos .cue/.bin ou .iso), cria a pasta de instalação escolhida e aplica os patches com alguns cliques. Existe um executável para Windows e um script em Python para quem prefere rodar no Linux ou não confia em arquivos .exe desconhecidos. O programa não é assinado digitalmente, portanto o Windows SmartScreen ou antivírus podem gerar alertas de falso positivo; o desenvolvedor disponibiliza checksums de cada build para verificação.
Embora já esteja estável o suficiente para completar o jogo nas três versões suportadas, o criador ainda classifica o projeto como “trabalho em andamento”, já que mexer em um executável de 27 anos pode gerar surpresas. Quem quiser testar, relatar bugs ou contribuir pode acompanhar o desenvolvimento no repositório oficial do GitHub (github.com/pairomaniac/sr2-patcher).
Com informacoes de Arkade.

