O que são os lightsticks? Entenda o bastão de luz que virou febre entre os fãs de k-pop
Os bastões de luz usados nos shows de k-pop, conhecidos como lightsticks, vão ganhar ainda mais protagonismo nas apresentações do BTS, que acontecem nos dias 28, 30 e 31 de outubro, em São Paulo. Os dispositivos utilizam tecnologia Bluetooth para sincronizar cores e luzes com o ritmo das músicas, transformando a plateia em parte ativa do espetáculo visual.
O sucesso do acessório ultrapassou o universo do k-pop e passou a influenciar turnês de artistas ocidentais. Nomes como Coldplay e Taylor Swift já adotaram tecnologias semelhantes em seus shows.
O BTS retorna ao Brasil após quatro anos com a turnê "BTS WORLD TOUR: ARIRANG". Formado por RM, Suga, J-Hope, Jin, Jimin, V e Jungkook, o grupo se tornou um dos principais nomes do k-pop atual, com performances marcantes e uma conexão intensa com os fãs.
Uma parte dessa relação pode ser vista nas chamadas "army bombs", nome dado aos bastões de luz oficiais dos artistas. O BTS lançou a primeira versão do seu lightstick em 2015, para as turnês "The Red Bullet", "HYYH" e "Epilogue". A história do item, porém, é anterior à fundação do grupo.
Os lightsticks não possuem formato, cor ou modelo padronizados e funcionam como uma forma de os fãs demonstrarem apoio aos grupos ou cantores que admiram. Hoje, além de ícones do estilo musical, ajudam a transformar as apresentações em espetáculos à parte.
Apesar da fama mundial recente, os lightsticks surgiram entre os grupos de k-pop no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. O H.O.T., popular na Coreia do Sul entre 1996 e 2001, foi o primeiro a usar o bastão com uma espécie de lâmpada na ponta em seus shows. Já o BIGBANG ajudou a transformar o item no que é hoje, tornando-o exclusivo de cada artista. Nesse caso, o bastão foi idealizado pelo integrante G-Dragon em 2006, que o transformou em uma coroa luminosa e abriu caminho para que cada grupo e artista criasse o seu próprio.
Cada lightstick incorpora elementos do grupo ao qual pertence, com nome próprio, cores diferenciadas e formatos que remetem à essência de cada artista. Os dispositivos se conectam a um sistema Bluetooth do local, que sincroniza as luzes com as músicas e com a coreografia proposta. Além disso, cada item funciona quase como objeto de colecionador e símbolo de comunidade entre os fãs, podendo se valorizar com o tempo.
Após se popularizarem, os lightsticks também passaram a ditar tendências na forma como o público interage com a música ao vivo no mundo todo. Durante a "The Eras Tour", Taylor Swift teve seus fãs equipados com acessórios luminosos, e a banda Coldplay adotou as chamadas "xylobands", mostrando como esses itens influenciaram a cultura ocidental e podem tornar a experiência do show ainda mais completa.
Com informacoes de Gshow.

