O que pode acontecer se Flávio vencer a presidência
Um dos primeiros atos de Rogério Marinho, coordenador da campanha e visto como homem forte de um possível governo Flávio, foi visitar o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para deixar claro que o futuro governo não se omitirá em relação a ministros da Corte.
Flávio foi explícito durante toda a campanha; na live em que não houve debate da TV Globo, o candidato, ao lado de seu novo melhor amigo Pablo Marçal, dos irmãos que entraram remotamente e dos então candidatos a senador que se alternaram no microfone, reiterou a promessa de “enquadrar” o STF, argumento central na vitória da direita no primeiro turno e também na propaganda dos candidatos a deputados e governadores.
A outra prioridade anunciada será o indulto a Jair Bolsonaro e aos demais condenados pela chamada trama golpista, bem como a “repatriação” dos investigados que se evadiram para os Estados Unidos.
Flávio afirmou, em live considerada mais esclarecedora que qualquer debate, que fará de tudo para que “pais abracem seus filhos” se for eleito, embora ainda não exista programa escrito com começo, meio e fim.
Ele também prometeu suspender a imediata entrada em vigor da reforma tributária, o que representaria a frustração de uma das poucas reformas levadas a cabo pelo governo Lula.
Segundo o candidato, terá apoio no Congresso para mudar a Constituição, chegando a dizer que “seria bom vestir sandálias da humildade”.
Projetos da pauta de costumes deverão passar na frente das discussões econômicas, pois são eles que atendem ao chamado que a bancada da selfie conseguiu angariar com seus milhões de votos.
A disputa pela presidência das duas Casas do Congresso promete canalizar as atenções na largada de 2027; a aproximação de Hugo Motta e Davi Alcolumbre com Lula, aliada à perda de musculatura do Centrão mais tradicional, dificulta os planos de ambos de permanecerem em suas cadeiras.
Embora Rogério Marinho prefira virar ministro a comandar o Senado, há uma lista de outros nomes do PL mais bem postos que Alcolumbre na fila para pleitear o cargo, crucial diante da centralidade que a Casa ganhou e que terá no embate com o STF.
A pauta anti‑STF deve se sobrepor à agenda econômica no Congresso, reforçando a estratégia de que a política de costumes será prioridade para a bancada que obteve grande apoio nas eleições.
O debate que foi cancelado pela Justiça, conhecido como “tapetão judicial”, levantou questionamentos sobre quem ganha com a ausência do confronto televisivo – Lula ou Flávio – e alimentou especulações sobre a possibilidade de um “arrastão bolsonarista”.
Um quiz produzido pelo projeto Irineu, iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores, também abordou o cenário eleitoral, destacando a tensão entre Lula e Flávio na reta final da campanha.
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Com informacoes de O GLOBO.

