Netflix aumenta preços dos planos no Brasil e anuncia demissões enquanto Paramount Skydance compra Warner Bros. Discovery
Na quinta‑feira, 15, a Netflix comunicou a elevação dos preços de seus três planos de assinatura disponíveis no Brasil, sendo que o pacote Premium, que permite a reprodução em até quatro telas simultâneas com qualidade 4K+HDR, passou a custar R$ 71,90 mensais.
Os reajustes detalham‑se da seguinte forma: o plano Standard com anúncios, que oferece visualização em até dois dispositivos com resolução Full HD, saiu de R$ 20,90 para R$ 25,90, representando um aumento de 23,9%; o plano Standard, sem anúncios, subiu de R$ 44,90 para R$ 51,90, equivalente a 15,6%; e o plano Premium, antes cotado em R$ 59,90, passou a R$ 71,90, refletindo alta de 20%.
Em nota oficial, a empresa justificou a atualização tarifária como parte de sua estratégia de entregar “mais valor” aos assinantes, permitindo a continuidade dos investimentos em conteúdo de qualidade e a melhoria da experiência do usuário, ao mesmo tempo em que mantém opções para diferentes faixas de orçamento.
O ajuste de preços ocorre em meio ao anúncio de que a Netflix pretende encerrar aproximadamente 1 000 posições, o que corresponde a 6 % de sua força de trabalho global, configurando a maior rodada de cortes desde 2022. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a decisão foi comunicada por e‑mail pelos co‑presidentes executivos Greg Peters e Ted Sarandos, com foco principal nas áreas de produto, tecnologia, recursos humanos e jurídico. Ao final de 2025, a companhia contava com cerca de 16 000 funcionários em tempo integral. A Reuters solicitou comentário à Netflix, mas a empresa não respondeu imediatamente.
O último ajuste de tarifas da Netflix no Brasil ocorreu em maio de 2024, quando os valores foram elevados em torno de 12 %, com a mesma justificativa de ampliar a oferta de filmes e séries para os assinantes.
Essas movimentações acontecem em um cenário de intensificação da concorrência por atenção dos consumidores e de mudanças estruturais no mercado global de entretenimento, onde a diversificação de fontes de receita e a expansão de modelos de monetização são essenciais para manter a competitividade frente a outras plataformas digitais, emissoras e serviços de streaming.
Paralelamente, a Paramount Skydance finalizou, neste mês, a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, formando um conglomerado que reúne cinema, televisão, streaming e jornalismo. O grupo resultante inclui marcas como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS, além de franquias como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun. A operação gera aproximadamente US$ 80 bilhões em dívidas, é liderada por David Ellison e passou a ter suas ações negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, após deixar a Nasdaq. A compra encerra uma das principais disputas recentes pelo controle de ativos de Hollywood e evidencia a tendência de consolidação entre grandes empresas de mídia.
Com informacoes de G1.

