Negociação de Memphis com o Corinthians Encontra Obstáculos
A diretoria do Corinthians continua vendo empecilhos em termos do contrato de Memphis Depay. O principal deles é uma cláusula que estipula que, em caso de atraso no pagamento de uma das quatro parcelas da dívida de R$ 42 milhões, o valor total deve ser quitado de uma vez só, com juros e multa. O estafe de Memphis diz que o Corinthians não quer apresentar garantias para o pagamento da dívida nem aceitar multa e juros por atrasos.
Ou seja, deseja congelar o valor atual da dívida mesmo que volte a atrasar. Os representantes do jogador desejam ao menos uma proteção para eventual inadimplência, seja uma garantia financeira ou a possibilidade de executar o valor total. Enquanto persistem as divergências, o presidente Osmar Stabile continua sendo pressionado por aliados e figuras políticas importantes do Parque São Jorge a não dar aval à renovação.
Quem é contra o novo contrato argumenta que Memphis tem problemas físicos, apesar da aprovação nos exames, que o colocam em risco de lesões e o impedem de ter uma sequência de jogos. Esse grupo também questiona o custo-benefício do atacante. Para eles, mesmo com as reduções na remuneração e nas bonificações no novo contrato, o holandês continua sendo muito caro para um clube em crise financeira como o Corinthians.
Sem tomar uma decisão na última quarta-feira, Stabile iniciou esta quinta ainda sem bater o martelo e usando o jogo da volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Internacional como justificativa. É que, em dias de partidas, os dirigentes dizem não tratar de negociações, preferindo focar no compromisso em campo. Houve uma reunião entre o estafe de Memphis e representantes do Corinthians na manhã desta quinta-feira, mas ainda sem desfecho.
O problema é que a negociação, que se arrasta há meses, chegou à reta final sem uma conclusão, o que tem irritado torcedores. Stabile tem um histórico de esticar a corda. Foi assim nas contratações de Alisson e Kayky e na venda de André para o Milan. Em todos esses casos, o departamento de futebol teve autorização para tocar as conversas e fechar os acordos, mas o presidente barrou os negócios.
No departamento de futebol, há o reconhecimento de que o ideal era que Memphis já estivesse treinando no CT Joaquim Grava, até para poder se preparar para os compromissos decisivos da Conmebol Libertadores nos dias 13 e 20. Mesmo assim, profissionais do departamento de futebol dizem encarar a demora com naturalidade, com o entendimento de que é preciso respeitar os processos burocráticos do clube.
Com informacoes de ge.

