Nebulosas de Órion e da Tarântula brilham nas imagens astronômicas da semana

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 27/10/2026 14:31
Nebulosas de Órion e da Tarântula brilham nas imagens astronômicas da semana

Foto: via Olhar Digital

Toda semana, o Programa Olhar Espacial exibe duas imagens astronômicas que se destacaram no período. Na última semana, as escolhidas foram produzidas durante o 13° Encontro Paraibano de Astrofotografia.

A primeira imagem registra a M42, conhecida como Nebulosa de Órion, uma formação nebular situada a cerca de 1.600 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Órion. Parte de suas nuvens foi escavada pelos ventos estelares, que ionizam o hidrogênio e o deixam avermelhado. As nuvens azuladas que cercam a região refletem a luz emitida principalmente por quatro estrelas jovens e quentes situadas no centro da imagem, conhecidas como Trapézio de Órion. Do lado esquerdo, separada por uma densa nuvem de poeira estelar, encontra-se outra nebulosa, chamada de Nebulosa do Homem Correndo por causa de seu formato peculiar.

A segunda imagem é um registro detalhado da NGC 2070, também conhecida como Nebulosa da Tarântula. Trata-se da maior e mais massiva região de formação estelar nas proximidades da Via Láctea. Embora esteja a cerca de 160 mil anos-luz de distância, ela está entre as mais brilhantes do céu noturno. Se estivesse tão perto quanto a Nebulosa de Órion, cobriria uma área equivalente a 60 luas cheias e seu brilho seria capaz de projetar sombras durante a noite.

Grande parte da energia que ilumina e excita as nuvens de gás da Tarântula vem de um aglomerado de estrelas jovens e extremamente quentes localizado no centro da nebulosa.

Com informacoes de Olhar Digital.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.