IA pode levar Samsung a fabricar 20% menos Galaxy A no último trimestre de 2026
A Samsung pode fabricar até 20% menos celulares Galaxy A nos últimos três meses de 2026, e a inteligência artificial pode ter parte da culpa. Segundo um relatório da Coreia do Sul, a alta nos preços dos chips de memória teria levado a fabricante a rever seus planos de produção, com prioridade para smartphones mais caros. A possível medida acontece pouco depois de a empresa reajustar os preços de seus celulares, desde os básicos até os topos de linha. Mesmo assim, a Samsung ainda teria dificuldades para absorver os custos dos componentes, que ficaram consideravelmente mais caros no último ano.
A memória dos smartphones virou um problema para as fabricantes. Componentes usados para executar aplicativos e armazenar arquivos ficaram mais caros, o que afeta principalmente os aparelhos vendidos com margens de lucro menores. A expansão da inteligência artificial ajuda a explicar esse cenário. Com a demanda crescente por chips destinados a servidores e sistemas de IA, a indústria de semicondutores enfrenta uma pressão maior sobre sua capacidade de fornecimento.
Para a Samsung, isso cria um dilema: continuar com a produção dos celulares mais acessíveis, mesmo com a rentabilidade menor, ou aproveitar os componentes disponíveis em aparelhos que rendem mais dinheiro. A segunda alternativa seria a escolhida pela sul-coreana. De acordo com o relatório, parte dos chips destinados aos Galaxy A seria redirecionada para as famílias Galaxy S e Galaxy Z, que incluem os smartphones mais caros da marca.
A mudança não significa necessariamente o fim ou a descontinuação de algum modelo Galaxy A. Por enquanto, a informação aponta apenas para uma redução no volume de unidades fabricadas durante o quarto trimestre.
O possível corte chama atenção por atingir justamente a família de celulares mais importante da Samsung em volume de vendas. Os aparelhos Galaxy A são responsáveis por mais de 70% das remessas da fabricante, segundo os dados apresentados no relatório. Portanto, uma redução na fabricação desses modelos pode afetar os resultados gerais da marca, mesmo com a prioridade dada aos aparelhos mais caros.
A Apple pode ser uma das principais beneficiadas. Como as duas fabricantes disputam as primeiras posições do mercado mundial, uma queda no volume de smartphones da Samsung abriria espaço para a fabricante do iPhone assumir a liderança em remessas. No entanto, esse resultado ainda é incerto. O impacto dependerá de quantos celulares a Samsung efetivamente deixar de produzir e do desempenho comercial das duas empresas até o final do ano.
A situação também acende um alerta para os próximos lançamentos. Segundo projeções de analistas, os preços dos smartphones podem sofrer novos aumentos em 2027, caso o encarecimento dos componentes continue. Para evitar reajustes ainda maiores, algumas fabricantes podem optar por economizar em outras partes dos aparelhos, como telas e câmeras, o que significa que novos celulares poderiam chegar com componentes mais simples do que os das gerações anteriores, mesmo sem redução no preço final.
Por enquanto, não há confirmação de que a Samsung adotará essa estratégia nos próximos Galaxy A. A redução de produção também não foi oficializada, e ainda não há informações sobre um possível impacto nos estoques ou preços dos celulares vendidos no Brasil. As análises sugerem que os recursos de inteligência artificial podem deixar os celulares ainda mais caros até 2030, e não há projeção otimista para o fim da crise.
Com informacoes de Canaltech.

