Ministro da Previdência Social defende fortalecimento do sistema
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou em Belo Horizonte que o governo federal trabalha para evitar uma nova reforma da Previdência, apesar do desafio imposto pelo envelhecimento da população e pelo aumento do número de brasileiros que dependem dos benefícios previdenciários.
Para ele, antes de discutir mudanças nas regras, é preciso fortalecer o sistema pelo lado da arrecadação e ampliar a base de contribuintes. “Nós estamos trabalhando pra que não necessite de reforma. A reforma da Previdência não pode ser tratada assim como quem pede um copo com água”, afirmou durante visita a uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Centro da capital.
O ministro fez críticas à reforma aprovada em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro, especialmente pelo impacto sobre os pensionistas. “Nos modos que foram feitas as anteriores, a 2019, por exemplo, foi uma reforma muito cruel”, disse. Como exemplo, citou o caso de uma mulher que recebia pensão por morte de R$ 6 mil deixada pelo marido e que, pelas novas regras, passaria a receber R$ 2,1 mil.
Na avaliação de Wolney, uma das formas de garantir a sustentabilidade da Previdência é incorporar mais trabalhadores ao sistema. Ele defendeu que a Previdência Social se torne mais atrativa para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho, ampliando o número de pessoas que contribuem para o regime.
Outra frente defendida pelo ministro é a revisão de benefícios fiscais que, segundo ele, reduzem a arrecadação previdenciária. Wolney citou especificamente a desoneração da folha de pagamento, que, em sua avaliação, representa um impacto de R$ 28 bilhões por ano para a Previdência. “Rever esse tipo de coisa, por exemplo. O mercado reclama do custo da Previdência Social, mas não trata dessas desonerações da folha”, afirmou.
Wolney também ressaltou o papel social e econômico dos benefícios previdenciários. Segundo ele, em 83% dos municípios brasileiros, a Previdência Social representa a principal entrada de recursos. “Então isso muda a vida das pessoas. E dá dinamismo a essa microeconomia”, afirmou.
A avaliação de Wolney ocorre enquanto o governo tenta reduzir a pressão sobre o atendimento do INSS e diminuir o tempo de espera por benefícios e perícias. Durante a visita a Minas, ele afirmou que a fila nacional foi reduzida em 83% e que o governo pretende zerá-la até o fim do ano.
O ministro também mencionou outras medidas recentes do governo como exemplos de avanços na área social e econômica. Entre elas, citou o anúncio de 10 milhões de empregos criados neste ano e afirmou que cerca de 5 milhões de pessoas já estão impedidas de apostar nas chamadas bets por mecanismos como autoexclusão e restrições relacionadas a benefícios sociais.
A visita a Belo Horizonte fez parte do projeto “Integrar para Avançar”, iniciativa de aproximação entre a alta administração do Ministério da Previdência e os servidores. Wolney afirmou que o diálogo com os funcionários é necessário para melhorar o funcionamento da estrutura previdenciária. “Não há como fazer uma Previdência Social e um INSS sem a participação dos servidores. Eles têm sido fundamentais em cada vitória, em cada passo nosso que nós estamos dando”, afirmou.
Com informacoes de O TEMPO.

