Ministro da Fazenda chama presidente da Argentina de 'palhaço' e diz que Brasil está melhor
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que a economia brasileira está melhor que a da Argentina e classificou o presidente Javier Milei de 'palhaço'. Durante entrevista para a 'Rádio Jornal', de Pernambuco, o ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.
O presidente argentino Javier Milei veio ao Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições para presidente da República. Em um discurso inflamado de quase meia hora no sábado, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de 'lixo careca' e criticou o presidente e as suas políticas sociais, ao mencioná-lo como 'presidiário'.
Durigan também afastou a possibilidade de recessão na economia brasileira em 2027. 'Se fala em recessão porque, como o juro está alto, tende a desacelerar. Nossa projeção é de 2% [de alta do PIB em 2027], mas tem gente falando em 1% [de crescimento]. Não é recessão. Taxa de juros altos tem esse papel, desaquecer a economia. Economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero', concluiu.
Com relação às críticas de Milei, Durigan afirmou que 'não tem o menor cabimento um presidente de outro país vir aqui, sem comunicação oficial, xingar as autoridades, criticar a política econômica, fazendo dancinha. Não dava pra não responder'. Além disso, o ministro destacou que 'o palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta'.
Como já mostramos anteriormente, o presidente argentino Javier Milei tem sido alvo de críticas por suas declarações e ações. Nesse sentido, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também fez críticas ao presidente argentino, a quem chamou de 'caricatura patética'.
Os dados mostram que o risco-país da Argentina está em cerca de 430 pontos neste início de semana, enquanto o risco brasileiro oscila ao redor de 130 pontos - bem mais baixo. Além disso, a dívida pública argentina terminou 2025 em 80,3% do PIB, com forte queda nos últimos anos devido ao ajuste fiscal implementado pela gestão Milei. Já a dívida brasileira somou 93,3% do PIB no fim de 2025.
Com informacoes de G1 Política.

