Ministro Alexandre de Moraes dá prazo para PGR avaliar conduta de Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre possível descumprimento de ordem judicial por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após a defesa do ex-presidente afirmar que ele 'jamais soube' que Flávio divulgaria o documento, intitulado 'Carta aos Brasileiros'.
A carta foi lida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro e divulgada em redes sociais, o que levou Moraes a dar prazo de 48 horas para esclarecimentos. Além disso, o ministro suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias, por considerar possível descumprimento da ordem que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais 'diretamente ou por intermédio de terceiros'.
Entre as restrições aplicadas a Jair Bolsonaro, estão a proibição do uso de aparelhos de comunicação. Segundo os advogados de Jair Bolsonaro, a elaboração do manuscrito ocorreu de forma legítima e privada. A carta foi entregue a Flávio Bolsonaro durante uma 'visita regularmente autorizada', momento em que o pai repassou o texto ao filho, sem prever ou autorizar que o teor fosse levado ao conhecimento público ou divulgado na internet.
Na manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmam que Bolsonaro tem o compromisso em continuar cumprindo todas as regras e medidas cautelares determinadas pelo ministro desde o início do benefício da prisão domiciliar humanitária. Jair Bolsonaro recebeu o benefício em março deste ano em razão do seu estado de saúde. Desde novembro de 2025, ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe para mantê-lo no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
Essa não é a primeira vez que o caso de Jair Bolsonaro ganha atenção nos últimos dias. Recentemente, uma pesquisa da Quaest mostrou que o senador Flávio Bolsonaro perdeu apoio entre os eleitores de direita que não são bolsonaristas. Além disso, o ministro Flávio Dino determinou que presidentes de 21 partidos expliquem se participam da definição, gestão ou distribuição de emendas.
Com informacoes de G1 Política.

