MC Paiva contesta ação de Malévola Alves por suposta transfobia e cita processo inverso contra a influenciadora

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 26/09/2026 09:32
MC Paiva contesta ação de Malévola Alves por suposta transfobia e cita processo inverso contra a influenciadora

Foto: via Metrópoles

Em contestação apresentada ao Juizado Especial Cível da Comarca de São Bernardo do Campo, o artista Davi José, nome de batismo do MC Paiva, negou a prática de transfobia alegada por Malévola Alves, criadora de conteúdo que ajuizou ação contra ele em 30 de julho. A influenciadora requer indenização por danos morais no valor de R$ 60 mil, apontando uma troca de mensagens no Instagram ocorrida em abril de 2024 como prova de ato explícito de transfobia.

Segundo a defesa, a mensagem enviada pelo cantor após interagir na publicação da namorada da autora, a influencer Soso Careca, foi “sarcastica e impensada”, inserida em um desentendimento cotidiano. O texto reproduzido foi: “Se ficar citando meu nome sem eu ter nada vê com a história, não vou ficar falando em internet não, já tô avisando… Confunde ai pra vc ver”. Malévola interpretou a resposta “Que mulher?” como ameaça e como negação de sua identidade de gênero, alegando que a conduta lhe causou “profunda dor e humilhação”.

Em sua contestação, MC Paiva sustenta que o tom áspero e ríspido de discussões online não pode ser rotulado como discriminação transfóbica estrutural. O artista ainda citou outra ação judicial, iniciada em 2024, na qual Malévola figura como ré. Nesse caso, a influenciadora é acusada de humilhar e expor uma criança em situação de vulnerabilidade durante uma distribuição de chocolates na Páscoa de 2024, demonstrando, segundo o cantor, comportamento contraditório quando comparado ao pedido de indenização por “sensibilidade anímica”.

O rapper pede que a ação movida por Malévola seja julgada improcedente, argumentando ser inadmissível que alguém com histórico de suposta conduta lesiva à dignidade de terceiros acione a Justiça para pleitear indenizações. O processo segue em trâmite na Vara do Juizado Especial Cível de São Bernardo do Campo, sob a jurisdição do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Como já abordamos em nossas coberturas de decisões judiciais recentes – como a prisão de Verônica Costa e a anulação da ordem de prisão contra o rapper Oruam – o acompanhamento de litígios envolvendo personalidades públicas continua sendo um tema recorrente em nosso portal.

Com informacoes de Metrópoles.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

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