Marabraz: disputa familiar revela vida de luxo e tentativa de afastar noivo de Marina Ruy Barbosa da holding da família

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 21/08/2026 13:20
Marabraz: disputa familiar revela vida de luxo e tentativa de afastar noivo de Marina Ruy Barbosa da holding da família

Foto: via Metrópoles

A solicitação de recuperação judicial apresentada pela Marabraz inclui, entre os motivos que levaram a varejista a uma dívida de R$ 140 milhões, uma extensa disputa familiar entre duas gerações da família Nasser, fundadora da empresa.

No processo judicial, os controladores da Marabraz apontam que o anel de noivado entregue por Abdul Fares à atriz Marina Ruy Barbosa foi usado como prova de que os netos do fundador fariam "retiradas anuais milionárias" para sustentar um padrão de vida de luxo extremo. A joia, cravejada de diamantes e adquirida em Dubai, está avaliada em cerca de US$ 1 milhão – aproximadamente R$ 6 milhões.

O objetivo da ação judicial foi retirar Abdul Fares e outros netos do comando da holding que administra os imóveis da família, a LP Administradora de Bens, justamente para impedir que continuassem a exercer controle sobre o patrimônio familiar.

A controvérsia tem origem em meados de 2011, quando os filhos do fundador da Marabraz transferiram as participações que detinham na holding para seus descendentes. Com a transferência, o controle da LP passou para os netos, entre eles o noivo de Marina Ruy Barbosa.

Os irmãos Nasser e Jamel Fares, atuais controladores da Marabraz e filhos do fundador, alegam no processo que a transferência das cotas para os descendentes foi uma "operação simulada" destinada a blindar o patrimônio da família das dívidas da varejista.

Por outro lado, os herdeiros – netos do fundador – defendem que a transferência de cotas foi legítima e afirmam que a ação para anular o negócio foi motivada por desavenças internas entre os membros da família.

Em setembro de 2025, decisão judicial manteve os netos no controle da LP, ao entender que os filhos não poderiam pedir a nulidade do negócio sob a alegação de que se tratava de uma manobra maliciosa para despistar credores.

Os atuais controladores da Marabraz afirmam que, em razão da perda de administração da LP, deixaram de ter acesso aos imóveis da família que serviam como garantia em operações de crédito da varejista. Segundo os advogados da empresa, "as instituições financeiras passaram a demandar novas garantias, reduziram limites de crédito, elevaram o custo das operações e, em diversos casos, deixaram de renovar linhas indispensáveis ao capital de giro".

Os administradores da LP Administradora de Bens, netos do fundador, respondem que a holding e os imóveis sob sua gestão não têm relação com as operações financeiras da Marabraz. Em comunicado oficial, afirmam: "Diante das notícias a respeito do pedido de recuperação judicial formulado pela Marabraz, bem como das desinformações manifestadas por vários veículos de mídia, a LP Administradora de Bens reitera que é uma empresa independente e que sua gestão não possui vínculo com o cenário financeiro da Marabraz."

Assim, a disputa judicial entre as gerações da família Nasser permanece em aberto, impactando diretamente o processo de recuperação da Marabraz e alimentando a cobertura midiática sobre o caso.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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