Mãe de gêmeas com progéria presta homenagem à filha de 5 anos que faleceu em Boa Vista

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 01/10/2026 05:20
Mãe de gêmeas com progéria presta homenagem à filha de 5 anos que faleceu em Boa Vista

Foto: via G1

Elis Lima Carneiro, de cinco anos, faleceu nesta quarta‑feira (30) em Boa Vista, capital de Roraima, após desenvolver uma infecção pulmonar generalizada, segundo informações fornecidas pela família.

Elis e sua irmã gêmea, Eloá, foram diagnosticadas com progéria, a síndrome rara de Hutchinson‑Gilford que provoca envelhecimento precoce. Até o momento, eram reconhecidas como as únicas gêmeas do mundo portadoras da doença, sendo os primeiros casos atendidos pela rede estadual de saúde de Roraima.

A notícia da perda foi divulgada pelo irmão mais velho, Guilherme Lago, por meio de um vídeo publicado no perfil das irmãs no Instagram, que reúne 1,3 milhão de seguidores. No mesmo canal, a família costuma compartilhar a rotina das meninas, incluindo acompanhamentos de terapias.

O velório será realizado na Capela da Funerária Shalon, em Boa Vista. O sepultamento está agendado para as 10h30, no Cemitério Parque Campo da Saudade, localizado no bairro Centenário, zona Oeste da cidade.

Eleismar Carneiro, mãe de Elis, descreveu a filha como “meiga, carinhosa, zangada e que adorava brincar de carrinho”. Ela acrescentou que Elis “não gostava de dividir os brinquedos com a irmã, não era medrosa, era meio doidinha, gostava de coisas engraçadas e ria por tudo”. A menina também era fã das músicas “Seu Lobato tinha um sítio” e “Bebê tubarão”, e era considerada encantadora por quem a conhecia.

Em vídeo emocionado, Guilherme afirmou que a história de Elis não se resume ao seu falecimento, mas ao legado deixado nos cinco anos de vida: “Ela ensinou sobre força, coragem, amor e a importância de valorizar a vida todos os dias”. Ele destacou que a menina tocou muitas pessoas, deu visibilidade às doenças raras e demonstrou que, mesmo com uma vida curta, é possível construir uma história imensa. Guilherme encerrou dizendo que, apesar da dor, acredita que Elis “descansa no Senhor” e que “sua memória seguirá viva no amor de quem a cercou”.

O Instituto Raridade de Roraima, organização sem fins lucrativos que apoia pacientes e familiares de doenças raras, emitiu nota de pesar ressaltando que “Elis foi uma raridade no sentido mais bonito da palavra: única, especial e cheia de luz”. O instituto destacou que a passagem de Elis deixou marcas indeléveis na família, amigos e na comunidade.

A trajetória das gêmeas ganhou repercussão nacional após reportagem do G1 publicada em 2023, que abordou o diagnóstico e a atenção médica recebida. Na ocasião, foi ressaltado que as meninas eram os primeiros casos da progéria atendidos pelo sistema estadual de saúde de Roraima. No último aniversário, em maio de 2026, as irmãs celebraram a data separadamente: Eloá encontrava‑se internada, enquanto Elis permanecia em casa.

Desde então, as gêmeas se tornaram um fenômeno nas redes sociais, conquistando fãs que acompanham suas rotinas, terapias e momentos de alegria. O perfil dedicado a elas acumulou milhões de visualizações, gerando apoio e sensibilização sobre doenças raras em todo o país.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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