Lula mantém vantagem no Nordeste, mas Flávio Bolsonaro fecha a distância
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua amplamente à frente na disputa presidencial no Nordeste, mas a nova pesquisa BTG/Nexus indica uma redução de sua vantagem na região que historicamente representa seu principal reduto eleitoral.
O levantamento mostra crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) e um cenário mais competitivo do que o registrado na rodada anterior, sem alterar, porém, a liderança confortável do petista.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 48% das intenções de voto entre os eleitores nordestinos, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%.
A nova rodada aponta uma aproximação entre os dois candidatos, ainda que Lula preserve uma vantagem de 14 pontos percentuais na região.
O Nordeste foi a região que apresentou a maior alteração no mapa eleitoral da pesquisa.
As polêmicas de Jair Bolsonaro na prisão domiciliar Flávio conseguiu avançar na região?
O crescimento do senador ocorre justamente no território em que sua candidatura encontrava maior dificuldade para reduzir a vantagem do presidente.
Com 34% das intenções de voto, Flávio alcança seu melhor desempenho recente no Nordeste dentro da série da BTG/Nexus, diminuindo a distância para Lula sem alterar a posição dos dois candidatos.
O movimento acompanha o avanço nacional observado pelo candidato do PL nesta rodada, que também reduziu a diferença para Lula nos cenários de primeiro e segundo turno.
O Nordeste ainda sustenta a vantagem nacional de Lula?
Nenhuma outra região apresenta uma vantagem tão ampla para o presidente quanto o Nordeste.
Nos demais recortes regionais, a disputa é mais equilibrada ou favorece Flávio Bolsonaro, o que mantém o eleitorado nordestino como um dos pilares da candidatura de Lula.
No segundo turno, essa predominância também permanece.
Nessa simulação, Lula registra 53% das intenções de voto na região, contra 35% do senador.
A BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre os dias 31 de julho e 2 de agosto.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para o total da amostra, mas os recortes regionais possuem margens de erro próprias — no caso do Nordeste, de quatro pontos percentuais.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02874/2026.
Com informacoes de VEJA.

