Lula e Flávio Bolsonaro: Quaest aponta diferenças regionais e demográficas no 2º turno
A pesquisa Quaest, divulgada na última quarta-feira, mostra que o presidente Lula (PT) tem 44% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 39% em um eventual 2º turno. Esses números são resultado de um levantamento que ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
É importante notar que, embora Lula esteja à frente no geral, os números variam significativamente quando consideramos diferentes segmentos da população. Por exemplo, Lula lidera no Nordeste com 64% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro. Já no Sul, Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula, com 56% contra 29%. Além disso, Lula tem mais intenções de voto entre as mulheres, com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro tem mais apoio entre os homens, com 44%.
Quando se trata de faixa etária, Lula tem mais intenções de voto em todas as faixas avaliadas, mas nas faixas de 16 a 34 anos e de 35 a 59 anos, o petista está tecnicamente empatado com o candidato do PL. Já entre os eleitores com mais de 60 anos, Lula lidera com 48% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro.
Outro aspecto interessante é a religião. Lula lidera entre os católicos, com 49% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem mais apoio entre os evangélicos, com 48%. Esses números mostram que a corrida presidencial está longe de ser definida e que os candidatos ainda têm muito trabalho a fazer para conquistar o voto dos eleitores.
Essa não é a primeira vez que vemos diferenças significativas nas intenções de voto baseadas em características demográficas. Como já mostramos anteriormente, a corrida presidencial está sendo marcada por uma forte polarização e por uma grande variabilidade nos números, dependendo do público-alvo. Isso reforça a importância de considerar múltiplos fatores ao analisar as intenções de voto e de não se basear apenas em números gerais.
Com informacoes de G1 Política.

