Lula chama Roberta Luchsinger de “Vorcaro feminino” e afirma que filho será punido se houver erro
Em entrevista ao podcast Flow, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, comparou a lobista Roberta Luchsinger ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do então Banco Master, afirmando que "ela conseguiu passar por muita gente, conversar com muita gente" e que "deve ser o Vorcaro feminino, porque o Vorcaro conseguiu enganar um monte de gente e ela também parece que enganou um monte de gente".
Lula descreveu Luchsinger como "pilantra muito grande" e disse que, segundo conversas de celular, ela mentiria muito, acrescentando que ela teria alegado "o Lula me ofereceu um cara que eu queria no governo", caracterizando a conduta como típica de "malandro".
Ao ser questionado sobre a relação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), com a empresária, o presidente negou ter tido contato direto com Roberta Luchsinger e afirmou que fotos não são suficientes para comprovar influência ou proximidade.
Roberta Luchsinger é amiga de Lulinha e está sendo investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Durante as apurações, a PF identificou repasses da empresária ao então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Lula declarou que, se seu filho "fez alguma coisa errada, ele pagará" e que "eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu, tenha conversado com alguém a respeito disso". O presidente ainda afirmou que quer que o inquérito continue, que seu filho terá que prestar depoimento e que "ele não terá proteção da PF a meu pedido".
A Polícia Federal investiga se Lulinha cometeu crimes de tráfico de influência e corrupção em três inquéritos diferentes. Uma das linhas de investigação apura se ele teria atuado para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações com o Ministério da Saúde.
Com informacoes de G1.

