Lula caminha para sua última disputa eleitoral com uma campanha que tem cara de coisa antiga

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/08/2026 22:20
Lula caminha para sua última disputa eleitoral com uma campanha que tem cara de coisa antiga

Foto: via VEJA

A campanha de Lula para as eleições de 2026 tem um elenco de veteranos, incluindo José Dirceu, Gilberto Carvalho e Paulo Okamotto, o que indica a persistência de um problema conhecido: a dificuldade petista de dar protagonismo a potenciais aliados tanto na disputa eleitoral quanto no governo.

Em 2002 e 2022, Lula foi aconselhado a suavizar o discurso e construir pontes ao centro, o que deu certo nas urnas, mas em 2026, falta ao presidente um aconselhamento mais plural, com um leque amplo de interlocutores, especialmente quadros de fora da esquerda ou capazes de contestá-lo.

A campanha promete apenas mais do mesmo — continuidade de iniciativas sociais, um ajuste aqui ou ali nas contas públicas, mas nada de soluções inovadoras para problemas crônicos, como a área de segurança pública, onde a dúvida persiste: qual o projeto de Lula para essa área?

O coordenador da campanha, José Sergio Gabrielli, defendeu a opção de priorizar o gasto em conversas com representantes do mercado, mas o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tentou desautorizá-lo, o que é um enredo batido que se repete desde a chegada de Lula ao poder.

João Santana, marqueteiro de campanhas presidenciais vitoriosas de Lula e Dilma Rousseff, diz que não basta ao presidente enumerar programas oficiais e indicadores econômicos para vencer a disputa, ele precisaria vender um novo sonho, o que Lula parece não ter, apegado a receitas ultrapassadas.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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