Lula avalia anunciar Alckmin como ministro da Fazenda em novo mandato se reeleito, diz agência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando, segundo duas fontes com conhecimento do assunto, anunciar o vice‑presidente Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda em um eventual novo mandato, caso seja reeleito.
A medida seria uma tentativa de reforçar as credenciais junto ao mercado financeiro e atrair eleitores de centro, após a derrota no primeiro turno da eleição presidencial, realizada neste domingo (4), para o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo as pessoas ouvidas, Alckmin permaneceria como vice‑presidente e, simultaneamente, assumiria a chefia da Fazenda no próximo ano, consolidando sua autoridade sobre a política econômica. O arranjo dar‑ia a Alckmin força ao ser visto como alguém que não seria demitido do cargo.
O Palácio do Planalto não respondeu a pedido de comentário sobre a possível nomeação.
Geraldo Alckmin é um político veterano de centro‑direita, que foi quatro vezes governador do estado de São Paulo e disputou a Presidência contra Lula em 2006, sem sucesso. Atualmente, ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e se tornou um dos principais interlocutores de Brasília com Washington depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas abrangentes sobre produtos brasileiros.
Alckmin é amplamente visto como um moderado com forte trânsito junto ao empresariado. Contudo, críticos afirmam que sua influência acabou ofuscada no atual mandato de Lula por políticas consideradas, por muitos, fundamentalmente inclinadas à esquerda.
Lula chegou a considerar Alckmin para o comando da economia em 2022, mas acabou escolhendo o petista Fernando Haddad para o posto após vencer as eleições daquele ano.
Na atual disputa eleitoral, Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro e aliado de Trump, contrariando a maior parte das pesquisas que apontavam uma liderança apertada do atual presidente. O resultado, somado à eleição de um Congresso majoritariamente de direita, desencadeou uma forte subida da Bolsa nesta segunda‑feira.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

