Justiça determina frota total de ônibus em SP no domingo de eleição e campanha de Lula pede apuração ao TRE-SP

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 25/10/2026 15:40
Justiça determina frota total de ônibus em SP no domingo de eleição e campanha de Lula pede apuração ao TRE-SP

Foto: via O GLOBO

Em São Paulo, a Justiça determinou que a frota de ônibus no domingo de votação seja igual à de dias úteis. A decisão foi proferida na sexta-feira pelo juiz Tiago Ducatti Lino Machado, no âmbito de uma ação popular movida por parlamentares do PSOL contra o município e a SPTrans. A prefeitura planejava operar com a frota de sábado, mas o magistrado concedeu liminar determinando a adoção do mesmo patamar de circulação dos dias úteis, sob pena de multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.

Apesar da ordem judicial, eleitores relataram dificuldades para chegar aos locais de votação. Gisele Arjonas, de 44 anos, mora no bairro da Pompeia e vota no Itaim Bibi. Ela contou que se orientou por aplicativos de ônibus e pelo Google Maps, que indicavam a passagem do veículo às 11h32. Segundo ela, esperou até as 12h17, quase uma hora no ponto, e outras pessoas aguardavam havia mais tempo um 199D (Vila Iório - Terminal Pinheiros). Ela aguardava a linha 856R (Socorro - Lapa).

Com base em relatos semelhantes, a campanha petista enviou ofício à presidência do TRE-SP afirmando que há poucos ônibus circulando na capital paulista. O texto destaca dificuldades de locomoção em bairros da Zona Leste, como o Itaim Paulista, e aponta baixo fluxo de coletivos na região Central e na Avenida Paulista. O PT também pediu verificação junto à Viação Cometa, alegando que a empresa deixou de vender passagens online do interior para a capital, o que obriga eleitores de cidades como Sorocaba, Campinas, Santos e Ribeirão Preto a recorrerem aos guichês para usar a gratuidade.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula, afirmou que a supressão de veículos é uma manobra para aumentar a abstenção eleitoral. Segundo ele, a campanha também identificou redução do transporte em Feira de Santana e Salvador, na Bahia. Em nota, o TRE-SP informou que recebeu a petição da campanha com relatos de poucos ônibus circulando na capital paulista e que o caso foi encaminhado à 1ª Zona Eleitoral para as providências cabíveis. O tribunal declarou que ainda não há decisão sobre o pedido e que denúncias de redução ou interrupção de serviços que comprometam o voto podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e à Defensoria Pública da União.

A decisão judicial prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento, e o magistrado advertiu que a desobediência pode gerar consequências criminais, civis e administrativas. As autoras da ação pediram ainda reserva mínima de 10% da frota para regiões periféricas e de maior vulnerabilidade social, além de um plano operacional detalhado por linha e concessionária. Esse pedido específico não foi acolhido. O juiz determinou que a operação funcione com 100% da frota nos níveis regulares de dias úteis, mantendo o percentual de reserva técnica habitual.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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