Itaú BBA projeta alta do Ibovespa para 185 mil pontos
O Itaú BBA destacou ter uma visão moderadamente construtiva para o mercado de ações no Brasil no segundo semestre de 2026, projetando um Ibovespa a 185 mil pontos ao fim do ano, o que corresponde a uma alta modesta de cerca de 7% frente o fechamento da véspera.
Já a projeção de retorno total anualizado (TRR) é de cerca de 22% sem reprecificação de múltiplos, sustentado por aproximadamente 8,3% de carry, que reúne dividendos e recompras, e cerca de 13,4% de crescimento de lucros.
Neste cenário, os estrategistas do banco preferem grandes empresas (large caps) com qualidade e boa geração de rendimento aos acionistas, aumentando a exposição a empresas com receitas em moeda forte, enquanto empresas do setor elétrico e financeiro continuam como nomes principais do portfólio.
A carteira se organiza em quatro teses: i) infraestrutura e bond proxies (ações com comportamento parecido a títulos de renda fixa), ii) cíclicas de qualidade, iii) líderes em oportunidades de reinvestimento, e iv) exportadoras e commodities.
O tema de maior convicção é infraestrutura e bond proxies, que reúne as principais recomendações de “compra”, com empresas com taxas internas de retorno (IRRs) reais de dois dígitos, receitas corrigidas pela inflação e geração de caixa previsível para navegar os próximos seis a 12 meses.
Os nomes escolhidos permanecem Equatorial (EQTL3), Axia Energia (AXIA3) e Multiplan (MULT3). Já entre as cíclicas de qualidade, os estrategistas seguem com empresas que combinam qualidade, assimetrias em valuation, retorno e fundamentos.
Os destaques são BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4) e Direcional (DIRR3), que entra na carteira no lugar de Cyrela (CYRE3). Na frente de líderes em oportunidades de reinvestimentos, o BBA mantém a exposição às companhias beneficiadas por tendências estruturais de longo prazo e pela eventual queda dos juros.
Nesse grupo, Rede D’Or (RDOR3) permanece como a escolha, enquanto GPS (GGPS3) deixou a carteira. Os estrategistas também aumentaram de forma seletiva a exposição à empresas exportadoras e de commodities, com histórias ligadas ao câmbio, valuations descontados e geração de caixa resiliente.
Entram na carteira Petrobras (PETR4), Gerdau (GGBR4) e Embraer (EMBJ3), no lugar de PRIO (PRIO3) e Suzano (SUZB3). Além disso, o Brasil se torna um importante vetor de diversificação, em um universo de emergentes cada vez mais concentrado no tema de inteligência artificial.
O EWZ, ETF de ações brasileiras negociado em NY, tem 0% de participação do setor de tecnologia, enquanto o EEM, ETF de países emergentes, possui 40,8% nesse segmento. A precificação do Brasil também apresenta uma forte divergência entre classes de ativos.
A renda fixa reflete o cenário mais pessimista, com mais de 80% bear (negativo), enquanto o câmbio é o mais otimista e a Bolsa fica no meio-termo, ainda inclinada ao negativo. Dentro da bolsa, os setores domésticos são os mais pessimistas (26,6%), bem abaixo de exportadoras (41,5%) e financeiras (42,3%).
Empresas de qualidade continuam atrativas, com fundamentos melhorados, destaca o BBA, com o retorno sobre o patrimônio (ROE) médio em alta, para 26%, enquanto o valuation (preço/lucro) caiu de 21,1 vezes em 2020 para 12,3 vezes.
Com informacoes de InfoMoney.

