Irã e EUA Enterram a Paz no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz está novamente no centro de uma disputa entre Irã e EUA, com declarações conflitantes sobre quem detém o controle da via navegável estratégica. O chefe da unidade paramilitar iraniana Basij, Hossein Taeb, afirmou nesta quinta-feira que o estreito está “sob o controle e a gestão do Irã”, contrariando as afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os norte-americanos têm “controle total” sobre a região.
Essa não é a primeira vez que o Estreito de Ormuz se torna palco de tensões entre as duas nações. Como já mostramos, o tráfego marítimo no estreito continua em declínio, com apenas três navios de carga registrados na terça-feira, o que reflete a instabilidade na região.
De acordo com Taeb, os EUA tentaram minar a popularidade da República Islâmica na região, iniciando mais uma guerra no Estreito de Ormuz, mas foram mais uma vez derrotados. Ele acrescentou que o Irã continua seguindo seu curso com total segurança, apesar de alegações de que o país não possui força aérea nem marinha capaz de enfrentar os EUA.
A história de conflitos no Estreito de Ormuz remonta a fevereiro, quando ataques dos EUA e de Israel contra o Irã deflagraram uma guerra. Em resposta, Teerã fechou praticamente o estreito, por onde transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Posteriormente, os EUA impuseram um bloqueio naval à navegação e aos portos iranianos, alegando proteger a liberdade de navegação para embarcações que se dirigissem a portos não iranianos ou deles partissem.
Um acordo provisório alcançado em junho entre os dois países estabelecia um cessar-fogo permanente e exigia o rápido restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo. No entanto, o acordo fracassou poucas semanas depois, quando o Irã retomou ataques limitados a embarcações que, segundo o país, navegavam em desacordo com os termos do pacto. Isso levou os EUA a reiniciarem ataques contra províncias do sul do Irã, ações que Washington descreveu como destinadas a reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo.
Além disso, a autoridade militar e política de alto escalão Rasoul Sanaei-Rad declarou que o Irã não reabriria o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos previstos no acordo provisório. Sanaei-Rad alertou ainda que o Irã responderia com maior contundência em qualquer conflito futuro, afirmando: “Em uma possível guerra futura, adotaremos uma postura mais firme e ofensiva”.
Com informacoes de Money Times.

