Instabilidade no gov.br, site da Receita Federal e e-CAC gera milhares de reclamações; Receita aponta falha no backbone
Na segunda‑feira, dia 28, usuários passaram a denunciar nas redes sociais problemas de acesso ao portal gov.br, ao site da Receita Federal e à plataforma digital e‑CAC.
Por volta das 14h, a ferramenta de monitoramento Downdetector registrou mais de 700 reclamações referentes ao gov.br, enquanto a Receita Federal e o e‑CAC acumulavam, individualmente, mais de 100 denúncias de instabilidade.
Em contato, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) confirmou que o portal gov.br está passando por períodos de instabilidade e informou que equipes técnicas já estão atuando para normalizar o serviço.
A Receita Federal, por sua vez, enviou nota às 16h45 explicando que a origem da falha foi um problema no backbone – a rede principal de internet da operadora responsável. Após o redirecionamento dos links para outra operadora, os sistemas foram estabilizados. A instituição ressaltou que acompanha a situação em conjunto com o Serpro, prestador de serviços de tecnologia.
No final do mês, contribuintes e empresas costumam recorrer ao gov.br e aos sistemas da Receita Federal para enviar declarações, efetuar pagamentos de tributos e emitir documentos, o que eleva a relevância da estabilidade desses canais.
Em paralelo, empresas enquadradas no Simples Nacional precisam definir, até 30 de setembro, a forma de recolhimento dos novos tributos criados pela reforma tributária – o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Caso não haja escolha, a empresa permanecerá no modelo padrão, com os tributos incluídos no Documento de Arrecadação do Simples (DAS).
A decisão não possui resposta única e depende do perfil de cada empresa, especialmente da relação entre compras, vendas e tipo de cliente. Negócios que vendem majoritariamente ao consumidor final – como padarias, salões de beleza, restaurantes e lojas de varejo – tendem a manter os tributos dentro do Simples Nacional, já que pessoas físicas não utilizam créditos tributários. Por outro lado, empresas que adquirem muitos insumos e comercializam para outras empresas, como pequenas indústrias, podem avaliar alternativas diferentes.
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Com informacoes de G1.

