São Paulo depende de duas terceiras partes da receita de patrocínio do futebol em acordo com a Superbet
Em entrevista exclusiva, o técnico Roger Machado destacou o aprendizado obtido no São Paulo, abordou reflexos sociais no futebol, mencionou a importância de combater o racismo e afirmou que o time não deve lutar contra o rebaixamento, ao mesmo tempo que compartilhou seus sonhos ao chegar aos 42 minutos e 18 segundos de jogo.
Segundo apuração do Estadão, a empresa de apostas Superbet notificou o São Paulo sobre a possibilidade de rescisão do contrato caso a Medida Provisória (MP) que proíbe a atuação das bets no Brasil permaneça inalterada, conforme enviada ao Congresso pelo governo federal. A Superbet também patrocina o Fluminense na Série A.
Até o momento, ao menos seis emendas apresentadas pela comissão mista de deputados federais e senadores propõem modificar a MP para que proíba apenas os cassinos online, mantendo as apostas esportivas em funcionamento.
O valor pago pela Superbet ao clube em 2025 corresponde a 10,97% da despesa operacional do futebol, que foi de R$ 728,96 milhões no exercício. Quando considerados apenas salários, encargos, direitos de imagem, premiações e benefícios – custos que totalizaram R$ 375,07 milhões no ano passado – o percentual sobe para 21,3%.
O Corinthians, por sua vez, perde cerca de um terço do valor destinado aos salários do futebol ao ficar sem patrocínio de bet; o assunto foi comentado por um deputado, ex‑jogador do Flamengo e candidato à reeleição, que defende uma transição de dois anos para que clubes com patrocínio de bet se adaptem.
O São Paulo assinou contrato com a Superbet em janeiro de 2024. Antes disso, o clube já contava com outra operadora como patrocinadora máster. O contrato inicial previa R$ 54,5 milhões para 2025, mas a renovação, firmada em abril do ano passado, elevou o valor para aproximadamente R$ 80 milhões. A renovação inclui um aumento progressivo que deve chegar a R$ 140 milhões em 2030, ano do centenário são‑paulino, totalizando R$ 678 milhões entre 2025 e 2030. Cláusulas de desempenho, vinculadas a títulos e vagas em torneios relevantes, podem elevar o pagamento total para R$ 1 bilhão.
Mesmo com o patrocínio elevado, o São Paulo tem enfrentado dificuldades financeiras, com atrasos sucessivos no pagamento de direitos de imagem ao elenco. Uma parcela atrasada foi quitada apenas com um adiantamento da Ticketmaster, que assumiu a operação de bilheteria do MorumBis e do programa de sócio‑torcedor. Ainda persistem pendências com jogadores.
O clube está entre os que ingressaram em ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a MP das bets, e outras equipes brasileiras devem seguir o mesmo caminho. O Botafogo retirou a marca Vbet dos uniformes de treino e das redes sociais, e o Flamengo fez o mesmo com a Betano; não há confirmação de suspensão dos contratos.
A MP foi assinada em 25 de setembro; a partir daí, o Congresso Nacional tem 120 dias para decidir se a medida será convertida em lei federal, decisão que deve ocorrer somente após as eleições presidenciais.
Outras notícias relacionadas: o Corinthians suspendeu o contrato com a Fatal Fans em cumprimento a liminar da Justiça de São Paulo; o Vasco sondou a Arena da Amazônia em meio a impasse sobre mando de campo contra o Boca Juniors; a França venceu a Bélgica por virada na Liga das Nações e a Itália derrotou a Turquia; o capitão de Benin criticou o comportamento “sujo” de jogadores argentinos; a MP deu 72 horas para o Corinthians apresentar dados sobre dívida com a Caixa e cobrou um perito “escanteado”; o Flamengo pediu ao Fux liminar que derrube a MP das bets antes do prazo para retirada de patrocínios; e boleiros fracassaram nas eleições legislativas de 2026. Todos os comentários são exclusivos para cadastrados.
Com informacoes de Estadão.

