Índice Global da Paz 2026 revela posição do Brasil entre os 163 países avaliados
Produzido anualmente pelo Instituto para a Economia e a Paz (IEP) desde 2007, o Índice Global da Paz 2026 analisa cerca de 99,7% da população mundial e utiliza 23 indicadores de "pacificidade", entre eles criminalidade, terrorismo, manifestações violentas, relações com países vizinhos e situação política.
A lógica da classificação é simples: quanto menor a pontuação, maior o nível de paz registrado pelo país. Na primeira colocação, pela 19ª vez consecutiva, a Islândia registra a menor pontuação, 1,161, e apresenta melhoria de 2% no nível de paz no último ano, atribuída à ausência de forças armadas permanentes, baixas taxas de criminalidade e forte coesão social.
Na última posição do ranking está a Rússia, com pontuação de 3,367. Apesar de uma melhora de 0,7% no último ano, o país permanece como o menos pacífico entre os 163 avaliados. Logo acima da Rússia aparecem Sudão, República Democrática do Congo (pontuação 3,189), Ucrânia e Israel.
O relatório também estima que os gastos militares russos para 2025 alcancem cerca de US$ 190 bilhões.
O Brasil ocupa a 124ª posição, com pontuação de 2,333. Na América do Sul, o país fica em oitavo lugar entre os 11 avaliados. O Uruguai lidera a região, seguido por Chile e Paraguai; a Argentina aparece em quarto lugar, enquanto a Colômbia ocupa a última posição entre os países sul‑americanos.
Em termos globais, a média de paz caiu 0,7% no último ano, marcando o 12º ano consecutivo de deterioração. Dos 163 países e territórios avaliados, 99 registraram piora e 62 apresentaram melhora. Desde 2008, 103 países reduziram seus níveis de paz devido a diferentes conflitos.
O levantamento aponta ainda que os gastos militares globais chegaram a US$ 2,9 trilhões em 2025 e que o número de conflitos ativos atingiu o maior patamar desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O relatório destaca, ainda, dificuldades crescentes das instituições multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Mundial do Comércio.
Além de medir a paz, o índice evidencia a atuação crescente de países como Brasil, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que vêm ampliando sua influência em comércio mundial, financiamento do desenvolvimento, apoio militar e diplomático, narrativas culturais e participação nas instituições internacionais.
Com informacoes de O GLOBO.

