El Niño se intensifica enquanto frente fria persiste no Centro‑Sul do Brasil
O frio ainda domina boa parte do Centro‑Sul do país nas próximas semanas, mesmo com o fenômeno El Niño já em fase estabelecida.
Conforme a previsão da Meteored, as temperaturas permanecerão abaixo da média em diversas regiões devido à atuação da Oscilação Antártica em fase negativa, que favorece a entrada de massas de ar polar.
Essa condição negativa da Oscilação Antártica facilita o avanço do ar frio proveniente da Antártica, tornando o Sul, áreas do Sudeste e do Centro‑Oeste mais vulneráveis a episódios de frio intenso. As projeções do modelo europeu ECMWF apontam a continuidade desse padrão por algum tempo.
Grande parte do Centro‑Sul pode registrar temperaturas inferiores à média ao longo das próximas semanas, porém a tendência pode mudar na segunda quinzena de setembro, quando se espera o enfraquecimento da Oscilação Antártica, reduzindo a frequência e a intensidade das frentes frias e possibilitando o retorno de calor ao país.
Mesmo com a sequência de dias frios, o El Niño continua a ganhar força. A Meteored informa que os principais centros de previsão globais atribuem quase 100% de chance de permanência do fenômeno até fevereiro de 2027, com o Oceano Pacífico tropical apresentando temperaturas muito acima da média, o que pode levar o El Niño a atingir categoria muito forte nos próximos meses.
Vale lembrar que, antes da chegada das massas de ar polar, os meses de julho e agosto já haviam apresentado temperaturas acima da média, indicando um calor mais intenso que o normal.
A Oscilação de Madden‑Julian encontra‑se em condição neutra, não contribuindo para o aumento das chuvas na faixa equatorial do Brasil neste momento.
Os efeitos do El Niño devem se tornar mais evidentes nos próximos meses. O verão, que tem início em dezembro de 2026, pode trazer chuvas intensas e ondas de calor marcantes em todo o Centro‑Sul. A Organização Meteorológica Mundial alerta para a necessidade de preparação diante de possíveis impactos na agricultura, energia, saúde, recursos hídricos e gestão de emergências.
Com informacoes de Agrolink.

